
Depois de cumprir papel importante para o Coritiba na Série B do ano passado, o atacante Leonardo, 28 anos, projetou a atual temporada como a melhor da carreira. De titular absoluto do técnico Marcelo Oliveira no início do ano, porém, o jogador percebeu que seus planos não seriam cumpridos à risca por causa de velhas conhecidas: as contusões.
"Neste ano, perdi praticamente quatro meses só com lesões. É muita coisa", desabafa o avante, que voltou a defender o Coxa no último domingo, no segundo tempo do duelo contra o Ceará, após um mês no estaleiro tratando de uma fratura no ombro direito.
A lesão mais recente, que ainda não permite ao jogador movimentar o braço sem dores, foi tratada inicialmente como um problema muscular. Por isso, Leonardo enfrentou o Avaí (21/8) e o clássico contra o Atlético (27/8) com limitação de movimentos, no sacrifício.
"A torcida não quer saber disso, não. Na hora que você entra em campo, se não fizer o gol eles te xingam. Só depois de dez, 15 dias que descobriram que tinha fratura", lembra o jogador, que começou a visitar o departamento médico coxa-branca logo na quinta rodada do Paranaense.
Uma forte queda no descampado gramado do Arapongas o tirou de combate por dois meses por causa de dores nas costas e na região do pescoço. Mais tarde, ele também ficou afastado por duas semanas para tratar de uma lesão muscular. Mas foi por causa de pubalgia, que o atacante ficou impedido de jogar por quase dois anos, quando defendia o Avaí.
Mas nem o ano abaixo das expectativas e de apenas cinco gols marcados tira o bom humor de Leonardo. Convicto de que suas lesões não aconteceram por azar, mas sim por mero acaso, o atacante ressalta que se sente querido pelo grupo e que tem vida longa no clube seu contrato vai até o fim de 2013.
Ao mesmo tempo, ele também comemora o bom rendimento de Bill, que de seu reserva passou a xodó da torcida e virou o artilheiro da equipe. Mas em 12 jogos para o fim da temporada, Leonardo ainda espera ajudar o Coritiba de alguma forma.
"O pessoal não está sentindo saudade [de mim]. Então é trabalhar e quando der uma brecha, entrar e corresponder à altura para o pessoal ver o Leonardo de antigamente".



