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Após ser colocado para venda, Grêmio Maringá abandona sede

Em nota, a assessoria do clube informou que a atual meta é encontrar outro local para acomodar o escritório e realizar um trabalho “pé no chão”

Sala no Novo Centro era utilizada como sede do time desde 2010 | Arquivo/Gazeta do Povo
Sala no Novo Centro era utilizada como sede do time desde 2010 (Foto: Arquivo/Gazeta do Povo)

O Grêmio Maringá não tem mais sede. Na última sexta-feira (25), o clube desocupou a sala comercial no Novo Centro, que vinha sendo utilizado como escritório desde 2010. A informação foi divulgada na segunda-feira (28) pelo site do time, que não era atualizado desde junho deste ano.

Este é apenas mais um difícil episódio vivido pelo clube, que nos últimos anos colecionou muitos fracassos e, segundo ex-jogadores, dívidas incalculáveis. Em junho, antes de ser rebaixado para a "Terceirona" do estadual, o Galo chegou a ser colocado à venda pelo seu presidente Aurélio Almeida.

De acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa, o atual objetivo do time é encontrar um novo endereço. "A meta do clube, agora é encontrar outro local para acomodar seu escritório e recomeçar com um trabalho ‘pé no chão’ visando montar uma equipe competitiva para a disputa da segunda divisão [já que existem rumores de que a terceira divisão não acontecerá em 2014] do Campeonato Paranaense."

Outra intenção é adquirir um centro de treinamentos para, segundo o comunicado, "não depender da boa vontade dos munícipes locais". Em junho deste ano, Aurélio Almeida já havia se queixado de que a Prefeitura de Maringá não estaria liberando campo para os treinos da equipe, o que seria uma das causas da desastrosa campanha deste ano, quando o time terminou na lanterna da Divisão de Acesso.

O comunicado também informou que o clube passa por um momento de reformulação e que busca contar com uma diretoria formada somente de maringaenses que tenham ligação afetiva com o clube, que já foi tri-campeão paranaense (em 1963, 1964 e 1977). "O Grêmio Maringá reitera aos pequenos comerciantes [e grandes também], empresários e a todos que amam esse clube e que desejam ajudar a levantar um ícone que se encontra em um momento histórico difícil, que contribuam para que o Grêmio Maringá não seja mais alvo de notícias depreciativas."

A reportagem tentou contato com Aurélio Almeida, mas ele não foi localizado para comentar a situação do time.

Sem comprador

Três meses após ter sido colocado à venda, não há notícias de que algum interessado tenha adquirido o Grêmio Maringá. Aurélio Almeida chegou a encaminhar uma carta ao prefeito de Maringá, Carlos Roberto Pupin (PP), dando preferência de compra ao Município. No entanto, o Executivo municipal informou que o poder público não poderia fomentar um clube particular.

Em junho, Almeida foi perguntado se existia a possibilidade de fechar o time caso nenhuma proposta aparecesse. Na ocasião, o dirigente disse que em hipótese alguma não apareceriam propostas para a compra do Grêmio.

O time também chegou a ser colocado à venda no final de 2011. Naquele ano, Almeida informou que o time estava sendo negociado com um grupo de investidores. No entanto, poucos meses depois, a direção do Grêmio informou que o clube não seria mais vendido.

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