Mesmo eliminado pelo Pachuca na semifinal da Copa Sul-Americana, o Atlético confirmou sua condição de clube emergente do continente e viu uma necessidade ser reforçada: a de ampliar a Arena. Se tivesse superado os mexicanos, mais uma vez o Rubro-Negro teria de deixar seu estádio para disputar a decisão continental, a exemplo do que fez no ano passado, quando foi obrigado a trocar sua casa pelo Beira-Rio, em Porto Alegre, para enfrentar o São Paulo na disputa pelo título da Libertadores.
Como em 2005, o Furacão esbarraria na exigência da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) de estádio com pelo menos 40 mil lugares para finais continentais. Em outubro, o secretário-executivo da entidade, Jorge Figueiredo, já havia informado à Gazeta do Povo que não seria aberta nenhuma exceção para que "El Paranaense" jogasse no Caldeirão.
As obras na Arena começam em 2007, embora ainda não haja uma data oficial para o início dos trabalhos. A alta cúpula do clube (leia-se o presidente do Conselho Deliberativo Mário Celso Petraglia) estuda três projetos para a conclusão do estádio. Além disso, o Rubro-Negro ainda busca financiamento para realizar as benfeitorias. Uma opção seria o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que estuda a criação de linhas de crédito para construção e reforma de estádios para a Copa de 2014. Outra seria o investimento externo. Petraglia já chegou a abrir negociações nos Estados Unidos.



