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Paranaense

Armação no Paratiba fica por conta de dois pratas da casa

A responsabilidade da criação das jogadas no clássico de hoje está nos pés de dois garotos revelados nas categorias de base de Coritiba e Paraná. Do lado alviverde, o meia Renatinho, 20 anos, entra esta noite no Estádio Couto Pereira com o apoio do técnico Ivo Wortmann, responsável por dar a "segunda chance" ao prata da casa no ínicio deste ano. Em 2008, o meia havia sido emprestado ao Londrina para a disputa da Copa Paraná.

"Foi bom, não estava sendo utilizado no Coritiba e fiz uma boa campanha lá (o LEC foi campeão). Voltei com mais experiência, mais forte", avalia Renatinho. Do lado paranista, o meia Bruninho, 18 anos, inicia o clássico com a missão de substituir Lenílson, suspenso, e fazer com que a bola chegue aos atacantes tricolores.

Destaque e artilheiro do Paraná na Copa São Paulo de Futebol Júnior, com seis gols, Bruninho subiu ao time profissional este ano como aposta de gols do Paraná, depois que Élvis, outra revelação da Vila Capanema promovida ao time principal, sofreu uma entorse no tornozelo, em fevereiro. Bruninho fará sua 12ª partida no elenco principal. Foi titular em nove jogos e soma dois gols marcados. "A partida que mais me marcou foi contra o Foz (2 a 1 para o Tricolor, em 21/3), que era chave para classificação. Mas o clássico deste sábado será o mais importante da minha carreira até agora", garante o meia.

Jogando em casa, Renatinho, que já balançou as redes três vezes neste ano, aposta no apoio vindo das arquibancadas para uma boa atuação. "Armar as jogadas é uma grande responsabilidade, mas jogo ao lado de bons jogadores, como o Marcelinho Paraíba e o Márcio Gabriel, o que facilita", diz. Wortmann afirma que o atleta tem grande potencial, desde que não repita a oscilação de 2008. "Ele teve uma ascensão e queda. Sei que voltou com outra cabeça, valorizando o que é jogar no Coritiba", diz.

Já o paranista Bruninho conta que teve uma passagem pelo Alto da Glória. "Joguei no pré-mirim do Coritiba, aos 10 anos. Mas o Paraná me acolheu muito bem. Hoje, meu pai, que era coxa-branca, é paranista", conta. (AB e RM)

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