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Vôlei

Arrasador, Brasil fatura Grand Prix

Após conquista sem perder nem sequer um set na fase final, técnico Zé Roberto exalta nova geração do vôlei feminino

Fabi, eleita a melhor líbero do GP comemora o título com abraço no mascote do torneio | FIVB
Fabi, eleita a melhor líbero do GP comemora o título com abraço no mascote do torneio (Foto: FIVB)

A seleção brasileira feminina de vôlei conquistou ontem o seu nono título do Grand Prix. A campanha irretocável na fase final, disputada em Sapporo, no Japão, foi selada com uma vitória arrasadora sobre a China por 3 sets a 0, com parciais de 25/15, 25/14 e 25/20, em 1 hora e 13 minutos.

Antes desta edição do GP, o Brasil já havia sido campeão em 1994, 1996, 1998, 2004, 2005, 2006, 2008 e 2009. E desta vez a conquista veio com uma campanha praticamente perfeita, com oito vitórias e apenas uma derrota na fase classificatória e cinco triunfos na etapa decisiva, sem sequer perder um set.

Diante da campanha arrasadora, o técnico José Roberto Guimarães destacou o excelente início de ciclo olímpico da seleção. Ele lembrou que a equipe disputou um torneio com uma equipe mesclada entre jogadoras experientes e novatas, como a ponteira Gabi, de 19 anos.

"É importante encontrar atletas como a Gabi, a Natália e a Tandara para esse movimento do voleibol brasileiro continuar. Precisamos sustentar esse trabalho. A mescla dessas jogadoras com nomes como Sheilla, Fabi, Fabiana e Thaísa, que têm idade para a próxima Olimpíada, é muito importante. Temos que dar para o voleibol brasileiro a possibilidade de continuidade para o futuro", analisou o técnico.

Zé Roberto destacou o desgaste provocado pela forma de disputa do GP, em que as seleções jogam em três sedes diferentes e em semanas consecutivas na primeira fase. Depois, as brasileiras tiveram que ir ao Japão para a fase final. Assim, o treinador fez questão de destacar a união das jogadoras.

"O mais legal foi a convivência com esse grupo. É o campeonato mais complicado e difícil que você pode participar pelo tempo fora de casa, as viagens, o fuso, o cansaço e a saudade. Essas meninas deixam de estar nas suas casas para treinar, viajar e dormir mal com o objetivo de representar a seleção brasileira. É muito importante esse sentimento de brasilidade", disse.

Para completar a festa, a central Thaísa, além de ser escolhida para seleção do campeonato, foi eleita pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) a melhor jogadora da competição e da sua posição.

O Brasil ainda contou com a líbero Fabi eleita a melhor de sua posição. Ela e Thaísa foram as únicas do país que figuram na equipe ideal do campeonato.

"Não comecei bem o Grand Prix. Estava sentindo a falta de ritmo de jogo e, mesmo quando não estava bem, as meninas ficaram do meu lado. Tive muita força de vontade e consegui me superar. É a primeira vez que ganho o prêmio de melhor jogadora em uma competição da Federação Internacional de Vôlei. Fiquei muito feliz e contente. Ganhei esse prêmio, mas tenho consciência que ainda preciso melhorar", disse Thaísa.

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