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Série B

As vozes de René dentro de campo

Mais experientes do elenco, Caíco e Anderson Lima compartilham a liderança no grupo coxa-branca

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Vídeo: (Foto: RPC TV)

O Coritiba fez duas apostas arriscadas quando contratou os experientes Anderson Lima e Caíco para serem os líderes do time na Série B. Porém, aos 34 e 33 anos, respectivamente, a dupla está se notabilizando por usar sua vivência para ajudar os jovens e ser a voz do técnico René Simões dentro de campo.

A boa campanha do Alviverde, que pode assumir a liderança da competição caso bata o Paulista, amanhã, em Jundiaí, e o Criciúma tropece diante do São Caetano fora de casa, só faz o respeito para os dois atletas mais velhos do elenco aumentar.

"Eles são como o [Michael] Schumacher, que no fim da carreira pilotava muito na base da experiência. Enquanto o talento da juventude é como o Lewis Hamilton", comparou o treinador coxa-branca. "Os dois já viveram muita coisa que os mais novos ainda não passaram", ponderou René.

Entretanto, a situação em que ambos vieram para o Alto da Glória deixaram a torcida desconfiada. O lateral-direito Anderson Lima não estava sendo aproveitado no São Caetano e só conseguiu justificar sua vinda quando foi deslocado por René para formar um trio de zagueiros – atualmente com Henrique e Jéci.

Já Caíco chegou em janeiro, ainda recuperando-se de uma cirurgia no joelho esquerdo. Ganhou a confiança da cúpula do Verdão e aos poucos cavou lugar no time titular.

"Sempre falamos para os mais novos que a responsabilidade que nós temos é a mesma que eles. Assim todos sentem o que é jogar no Coritiba", ensinou Caíco, responsável por dois gols e quatro assistências na Segundona.

De acordo com Anderson Lima, a forma de ele cobrar e orientar os menos rodados é bem diferente da de Caíco. Sem muito sorrisos, o líbero de René Simões garante que pega mais pesado.

"Cada um tem seu jeito de ser. O Caíco é mais tranqüilo na hora da conversa. Eu, quando vou cobrar, pego mais forte até para dar uma diversificada", revelou ele, que participou de 15 dos 19 jogos do Coxa no Nacional.

Para os mais novos, tomando bronca ou não, o importante é ouvir os conselhos e dicas dos veteranos. "Quando o Anderson Lima joga ali atrás, é uma tranqüilidade por causa das coordenadas que ele passa", disse o zagueiro Jéci. "Eles não deixam a gente perder o foco. Sempre pedem para estarmos concentrados no trabalho", revelou Pedro Ken.

Mesmo quando a torcida chia com os veteranos – especialmente com Caíco, vaiado após perder um pênalti frente ao Santa Cruz –, René Simões não esquece a importância deles.

"Aqui tem duas coisas: os que querem aprender e os que podem ensinar. A soberba e a falta de humildade não estão nesse grupo por causa desses ensinamentos", explicou o técnico.

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