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Caiu a ficha. A entrada na zona de rebaixamento depois da folga na rodada do meio de semana fez os jogadores atleticanos perceberem que não dá mais para adiar a reação no Brasileiro. Eles sabem que outro insucesso na partida de domingo contra o Figueirense, em Florianópolis, estabelecerá o time de vez nas últimas posições.

"Temos de começar do zero. Estamos nos acostumando a perder e não pode ser assim. Depois pode faltar força para reagir. Aí é Segunda Divisão, e para voltar é complicado", discursou o goleiro Cléber.

Também preocupado, o meia Fabrício diz que o time precisa recuperar a característica que o fez ser respeitado em campanhas anteriores.

"Determinação é a palavra chave. Temos de voltar a marcar como quando o Atlético ficou conhecido por ser um time de forte pegada. Todo mundo que jogava contra (o Atlético) falava que éramos um adversário chato", lembrou o jogador, que volta a ser titular domingo.

Para ele, a falta de comando fez o Rubro-Negro perder o estilo agressivo. "Começou quando veio o Lothar (Matthäus) e depois saiu de forma estranha. Aí chegou o Givanildo (Oliveira), também um treinador com jeito tranqüilo", diagnosticou.

Fabrício aponta o exemplo do Palmeiras como caminho para afastar o Furacão da zona de rebaixamento: "Tendo um elenco parecido com o nosso, eles mudaram de postura e conseguiram as vitórias que tiraram o time lá de baixo."

Tentando amenizar os reflexos psicológicos no time, o técnico Oswaldo Alvarez minimizou a entrada na faixa de risco da tabela. "Não nos abalou porque não perdemos. Simplesmente folgamos na rodada e foi natural sermos ultrapassados", afirmou.

O treinador disse ter na verdade gostado dos resultados de quarta-feira – vitória do Grêmio sobre o Santa Cruz, que jogou os pernambucanos para a lanterna, e empate entre Goiás e Botafogo, mesmo o Alvinegro carioca tendo ultrapassado o Atlético. "Se o Botafogo tivesse perdido, não estaríamos entre os quatro últimos, mas em compensação o Goiás teria somado mais dois pontos e escapado um pouco."

Com o resultado, o time goiano foi para 20 pontos, em 13.º lugar. Ou seja, ainda sob o raio de alcance do Furacão, estacionado nos 17.

O jogo contra o Figueirense talvez seja a última chance de saltar algumas posições em caso de vitória. Se o triunfo não vier, o alerta máximo pode ser ligado. Dependendo dos resultados de Fortaleza, Corinthians e Santa Cruz, o Atlético corre até o risco de terminar a rodada na lanterna.

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