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Brasileiro

Atlético ameniza crise na camisa 1

Ocimar Bolicenho, novo diretor de futebol, e o técnico Waldemar Lemos prestigiam os goleiros do elenco. Mesmo após falhas contra o Palmeiras, Vinícius pega o Corinthians

O técnico Waldemar Lemos e o ex-presidente paranista Ocimar Bolicenho, agora diretor de futebol do Atlético: avaliação conjunta do elenco rubro-negro | Valterci Santos/Gazeta do Povo
O técnico Waldemar Lemos e o ex-presidente paranista Ocimar Bolicenho, agora diretor de futebol do Atlético: avaliação conjunta do elenco rubro-negro (Foto: Valterci Santos/Gazeta do Povo)

A pergunta mais frequente que o novo diretor de futebol do Atlético, Ocimar Bolicenho, ouviu em sua apresentação – ontem, no CT do Caju – foi sobre a necessidade da contratação de um goleiro. Vinícius falhou no empate contra o Palmeiras, Galatto está na Itália acertando os detalhes de seu passaporte europeu e, além deles, há no elenco os egressos da base Renan Rocha e Neto.

"O Atlético tem quatro bons goleiros", exclama ele, assegurando que não há planos já traçados para a aquisição de outro nome para posição. "Ainda não houve nenhuma conversa sobre isso. Não temos a definição de uma posição específica em que temos carências, mas estamos observando tudo constantemente", alertou.

As cobranças em cima de quem veste a camisa 1 rubro-negra têm sido pesadas neste Brasileiro. Na derrota para o Náutico (3 a 2, em 24/5), foi Galatto quem errou em duas saídas do gol e foi fundamental para o revés.

Agora, até para dar mais confiança aos arqueiros, o técnico Waldemar Lemos não cogita nova alteração na meta atleticana. Vinícius está confirmado como titular na partida de sábado, contra o Corinthians.

"O Vinícius vai participar. Ele foi muito importante em vários lances, mas só lembram-se da hora em que houve a falha", avalia o treinador.

Em um primeiro momento, a sequência da implantação do "trabalho diferenciado" é a arma de Lemos para a recuperação do Furacão. Reforços: só depois que uma avaliação mais profunda seja feita pelo técnico e seu novo parceiro no departamento de futebol.

"Precisamos medir se essa reação que o time apresentou nos últimos dois jogos (venceu o Sport e empatou com o Palmeiras) vai prosseguir. Caso isso não ocorra, o momento é de mexer", avisa Bolicenho.

O dirigente garante ter a noção exata de como está o mercado de jogadores para possíveis contratações. Segundo ele, a passagem pelo futebol paulista (Marília e Santos) trouxe a experiência e os contatos necessários para encontrar bons nomes.

Com 34 jogadores no elenco, Bolicenho ainda vê a necessidade de pelo menos mais um atleta de experiência para compor o grupo. Para o diretor, mesmo com a recente chegada de Paulo Baier, 34 anos, a equipe ainda precisa de mais um veterano. Esse investimento não poderá ser feito só com o retorno de algum brasileiro que está no exterior (a janela abre em agosto). "Não poderíamos esperar tanto."

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