Se o "Fica, Josiel" ganhou corpo durante a semana, com os rumores de que o goleador poderia deixar o Paraná, o "Fica, Alex Mineiro" há algumas semanas garantiu a permanência do ídolo até o fim do ano no Atlético. Campanhas fruto da paixão dos torcedores, que ainda poderão ver no clássico de amanhã o choque entre os dois principais artilheiros do Brasileiro.
O gaúcho Josiel ainda está longe de construir no Tricolor uma história parecida com a de Alex no rival. Mas pelo menos o Brasileiro vem sendo marcante. Autor de sete gols , o atacante pôde medir o carinho da torcida pela enxurrada de recados recebidos via internet pedindo para que continuasse. "E eu gostaria muito de dar algo para o clube também, para retribuir a confiança", diz Josiel. O "algo" pode ser o auxílio numa boa campanha ou o dinheiro fruto de uma venda, apesar de a segunda opção frustrar a torcida.
Por enquanto, ele se concentra no clássico. "Tem esse duelo à parte com o Alex também. Estou a dois jogos sem marcar, mas ainda na liderança dos artilheiros. Ele fez uma ótima partida contra o Palmeiras marcou um gol e deu passe para outro)", lembrou o centroavante, que normalmente contabiliza uma vitória quando balança a rede. Dos dez jogos em que marcou na temporada (17 tentos no total), o time venceu oito, empatou um e perdeu um.
Enquanto o gaúcho, que não esquece as raízes nem no momento de se vestir, tenta fazer história no Tricolor, o come-quieto Alex Mineiro é o cara do Atlético. Ou a cara. Foi com ele, em 2001, que o Furacão bordou uma estrela na camisa. Em duas decisões com o Paraná, o Rubro-Negro acabou bicampeão estadual. Por tudo isso, e por ser o líder de uma equipe jovem, é que ele fez a torcida exigir da diretoria sua permanência. "Todos sabem o carinho que eu tenho pelo Atlético e tenho que reconhecer tudo o que o clube fez por mim", disse na época.
Se a identificação tem base na história, ganha força nos números atuais. No ano, o Furacão entrou em campo 39 vezes. Destas, Alex atuou em 27. Com ele foram 23 gols e 13 vitórias. Sem, apenas cinco triunfos. Números significativos que podem fazer mais peso ainda contra o Paraná, com quem Alex tem relativa sorte: jogou 13 vezes, marcou quatro gols, ganhou cinco jogos e perdeu dois.
Mas ficou o gosto amargo da última vez, a eliminação no Paranaense com a derrota por 3 a 1 na Arena. Jogo no qual Josiel não marcou seu primeiro na história do clássico, mas saiu comemorando com todo o time. Razão mais do que suficiente para o sempre pacato artilheiro rubro-negro querer descontar o prejuízo.



