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Brasileiro

Atlético lamenta nova derrota para concorrente direto

Em partida equilibrada, falha da linha de impedimento rubro-negra deu a vitória ao Bahia, “resultado injusto” para o técnico Antônio Lopes

Capitão do Bahia, o zagueiro Tite não deu espaço para o rubro-negro Guerrón. Equatoriano não repetiu as jornadas anteriores e passou em branco no Nordeste | Eduardo Martins/ A Tarde/ Futura Press
Capitão do Bahia, o zagueiro Tite não deu espaço para o rubro-negro Guerrón. Equatoriano não repetiu as jornadas anteriores e passou em branco no Nordeste (Foto: Eduardo Martins/ A Tarde/ Futura Press)

Não adiantou usar o ataque mais caro da história do futebol paranaense, com o equatoriano Guerrón e o uruguaio Santiago García. Após o 1 a 0 para o Bahia, restou ao Atlé­­ti­­co lamentar mais um revés e o aumento da diferença de quatro para sete pontos em relação a um adversário direto na briga para fugir do rebaixamento.

"O resultado foi injusto, o mais certo seria o empate", reclamou o técnico Antônio Lopes. "Faltou nós acertarmos as chances que tivemos. O Morro teve três oportunidades, uma no primeiro tempo e duas na etapa final", lembrou o treinador, que completou o 100.º jogo no comando do Atlético, contando as cinco vezes passagens pelo clube.

De fato, a partida foi equilibra­­da. O Furacão teve boas oportunidades de sair na frente, mas acabou vendo um gol de Júnior acabar com a esperança de pontuar fora de casa.

O comandante rubro-negro disse que continuará a usar os gringos caso o clube não contrate mais um atacante. "Se a diretoria não conseguir nada, temos de tentar resolver com o que tem. Eu acho que essa dupla de ataque pode dar fruto. São dois bons jogadores, de velocidade e força", disse o Delegado, consciente da necessidade de duas vitórias nas duas próximas rodadas, contra Fluminense e Inter­­na­­cional, times que brigam pelas primeiras posições. Os jogos serão na Arena.

Em Salvador, com Paulo Baier ainda sem ritmo de jogo, faltou ao Furacão uma aproximação maior entre meio de campo e ataque.

Pelo menos a defesa teve uma boa atuação – excluindo o lance do gol, no qual tentou fazer a linha de impedimento, mas Héracles deu condições de jogo ao adversário. A entrada do zagueiro Gustavo, no lugar de Rafael Santos, não comprometeu. Os destaques foram o volante Renan Foguinho e o zagueiro Manoel.

Para a situação atleticana não piorar ainda mais nesta rodada, é preciso torcer por uma vitória do Palmeiras sobre o Ceará, hoje, em São Paulo. Se o time nordestino perder, o Atlético continuará a qua­­tro pontos da primeira equipe acima da zona do rebaixamento. Na pior situação, a diferença aumentará para seis. Caso o Ceará vença, a diferença cresce para seis – aí em relação ao Cruzeiro.

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