
Por seis minutos o Atlético esteve classificado para a uma inédita semifinal da Copa do Brasil. Foi o tempo entre o gol do atleticano Nieto, aos 28 do segundo tempo, e o do vascaíno Élton, em São Januário. Com o empate por 1 a 1 com o Vasco, o Furacão foi eliminado do torneio nacional pela sexta vez nas quartas de final, o ápice rubro-negro na competição.
Agora o pensamento atleticano volta-se para a estreia do Brasileiro, no dia 21, contra o xará mineiro. No entanto, dirigentes atleticanos e o técnico Adilson Batista assumiram que a equipe precisa melhorar para o campeonato mais longo do ano.
"Do que eu vi, melhorou muita coisa. Mas o Brasileiro é diferente", afirmou o treinador, lembrando que os dois resultados contra o Vasco, se fossem em um campeonato de pontos corridos, seriam ruins. "De seis pontos, conquistaríamos dois", argumentou. "Temos consciência do mau começo de ano, a eliminação na Copa do Brasil, mas vamos qualificar. Precisamos fazer um segundo semestre melhor", admitiu.
A melhora passa por contratações. O presidente rubro-negro, Marcos Malucelli, disse ontem que só o volante Cléber Santana, que já faz exames no clube, e o atacante Henrique, do São Paulo, estão com as negociações adiantadas e que o resto é especulação. No entanto, o novo diretor de futebol do clube, Alfredo Ibiapina, confirmou que o lateral-esquerdo Marcelo Oliveira, do Corinthians, deve chegar ao Furacão na segunda-feira.
"Eu não vim aqui para passar sete meses e acabar o mandato. Eu vim para ser campeão brasileiro. Posso não ser, mas vou lutar para isso", avisou Ibiapina. "Faltou um detalhe aqui [no Rio de Janeiro] e faltou qualidade para o plantel. Mas não adianta chorar agora. Vamos fazer um grande time para disputar o título", prometeu o novo dirigente, que pretende fechar mais três contratações até terça-feira.
Quanto ao novo diretor e o gerente Paulo Rink terem autonomia para negociar uma reclamação dos ex-dirigentes do departamento de futebol , Malucelli argumentou que Valmor Zimermann e Ocimar Bolicenho possuíam "liberdade para negociar, mas não tinham para gastar". Problema que os novos contratados também terão.



