
Com a vitória por 2 a 1 sobre o Paranavaí, o Atlético chegará ao Atletiba do próximo final de semana ainda com chances matemáticas de tirar o título do segundo turno do rival Coritiba. Mas os torcedores sofreram ontem na Arena antes de comemorar os três pontos, com direito a gol contra do zagueiro rubro-negro Bruno Costa. Adaílton marcou duas vezes e virou a partida.
No primeiro tempo as duas equipes mostraram um futebol medíocre. Mesmo tendo um pênalti não marcado, o Atlético não mostrou um futebol que justificasse um resultado diferente do empate sem gols. No intervalo, o time saiu vaiado de campo.
Mas o pior ocorreu logo no começo da etapa final, depois de ter mais um pênalti não marcado. Sem perceber que o goleiro Renan Rocha estava fora da meta, o zagueiro Bruno Costa rolou a bola mansamente para marcar contra. Algo que gerou vaias cada vez que o atleta pegava na bola. Após a virada, porém, o técnico Adilson Batista defendeu o jogador.
"Infelizmente o Bruno não observou o goleiro. Mas é da idade [22 anos]. Ele teve personalidade, enfrentou as vaias, o que é difícil, e no final o torcedor reconheceu. Temos de recuperar jogadores como ele e passar tranquilidade. São patrimônios do clube", reivindicou o treinador.
No entanto, o discurso otimista só foi possível porque a estreia do novo técnico na Arena acabou com uma vitória. Muito graças ao atacante Adaílton. Aos 19 minutos ele driblou vários adversários e chutou cruzado, fazendo um golaço. Aos 29 marcou de cabeça, aproveitando um rebote quando Branquinho deixou Madson na cara do gol e o goleiro salvou.
Neste momento a maré já havia virado e a torcida empurrava a equipe, como lembrou o volante Róbston. "É uma lição para o torcedor também. A partir do momento em que ele incentivou, foi um bombardeio. Agora vamos secar eles [Coritiba, que hoje joga contra o Roma], como nos secaram", afirmou o jogador.
O detalhe é que, dois minutos antes do primeiro gol de Adaílton, a torcida organizada Os Fanáticos não poupava pulmões para gritar "vergonha, vergonha, time sem vergonha" e "queremos jogador".
O Paranavaí ainda pressionou nos minutos finais e teve duas chances claras de empatar no mesmo lance, mas primeiro o goleiro Renan Rocha e depois o travesão trave fizeram com que o Atlético mantivesse a esperança do título. "Foi suado. Para ser campeão, tem de ser assim", argumentou o próprio arqueiro.
Ainda no início do trabalho, o técnico Adílson Batista fez questão de lembrar os motivos para o baixo desempenho em campo. "Tivemos a ausência de jogadores [lesionados e suspensos], desgaste de quarta-feira [confronto com o Bahia, em Salvador, pela Copa do Brasil] e este jogo já em cima. Uma série de coisas", justificou.



