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Paranaense

Atlético sofre, mas vira sobre o Paranavaí e segue na luta

Aos 34 minutos do segundo tempo o travessão salvou o Furacão do gol de empate | Albari Rosa/ Gazeta do Povo
Aos 34 minutos do segundo tempo o travessão salvou o Furacão do gol de empate (Foto: Albari Rosa/ Gazeta do Povo)

Com a vitória por 2 a 1 sobre o Pa­­ranavaí, o Atlético chegará ao Atletiba do próximo final de semana ainda com chances ma­­temáticas de tirar o título do se­­gundo turno do rival Coritiba. Mas os torcedores sofreram on­­tem na Arena antes de comemorar os três pontos, com direito a gol contra do zagueiro rubro-ne­­gro Bruno Costa. Adaílton mar­­cou duas vezes e virou a partida.

No primeiro tempo as duas equipes mostraram um futebol medíocre. Mesmo tendo um pênalti não marcado, o Atlético não mostrou um futebol que justificasse um resultado diferente do empate sem gols. No intervalo, o time saiu vaiado de campo.

Mas o pior ocorreu logo no começo da etapa final, depois de ter mais um pênalti não marcado. Sem perceber que o goleiro Renan Rocha estava fora da me­­ta, o zagueiro Bruno Costa rolou a bola mansamente para marcar contra. Algo que gerou vaias cada vez que o atleta pegava na bola. Após a virada, porém, o técnico Adilson Batista defendeu o jogador.

"Infelizmente o Bruno não ob­­­­­servou o goleiro. Mas é da idade [22 anos]. Ele teve personalidade, enfrentou as vaias, o que é difícil, e no final o torcedor reconheceu. Temos de recuperar jogadores como ele e passar tranquilidade. São patrimônios do clube", reivindicou o treinador.

No entanto, o discurso otimista só foi possível porque a estreia do novo técnico na Arena acabou com uma vitória. Muito graças ao atacante Adaílton. Aos 19 minutos ele driblou vários adver­­sários e chutou cruzado, fazendo um golaço. Aos 29 marcou de cabeça, aproveitando um rebote quando Branquinho deixou Madson na cara do gol e o goleiro salvou.

Neste momento a maré já havia virado e a torcida empurrava a equipe, como lembrou o vo­­lante Róbston. "É uma lição para o torcedor também. A partir do momento em que ele incentivou, foi um bombardeio. Agora va­­mos secar eles [Coritiba, que hoje joga contra o Roma], como nos secaram", afirmou o jogador.

O detalhe é que, dois minutos antes do primeiro gol de Adaíl­ton, a torcida organizada Os Fa­­náticos não poupava pulmões para gritar "vergonha, vergonha, time sem vergonha" e "queremos jogador".

O Paranavaí ainda pressionou nos minutos finais e teve duas chances claras de empatar no mesmo lance, mas primeiro o goleiro Renan Rocha e depois o travesão trave fizeram com que o Atlético mantivesse a esperança do título. "Foi suado. Para ser campeão, tem de ser assim", argumentou o próprio arqueiro.

Ainda no início do trabalho, o técnico Adílson Batista fez questão de lembrar os motivos para o baixo desempenho em campo. "Tivemos a ausência de jogadores [lesionados e suspensos], desgaste de quarta-feira [confronto com o Bahia, em Salvador, pela Co­­pa do Brasil] e este jogo já em cima. Uma série de coisas", justificou.

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