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Copa do Brasil

Atrás de 2 gols, Coritiba sabe da importância de não ser vazado

Intransponível no começo do ano, a defesa alviverde leva a campo, hoje, a preocupante média de 2,26 gols sofridos nos últimos sete jogos

Precisando atacar para reverter a vantagem do Inter, em alguns momentos o Coritiba deixará a defesa exposta. Uma preocupação a mais, especialmente para um time que sofreu 16 gols nos últimos 7 jogos – quatro pelo Brasileiro e três pela Copa do Brasil. Uma média de 2,26 por partida.

No duelo decisivo de hoje, o técnico René Simões e os jogadores sabem que tão importante quanto fazer gols é não sofrê-los. Uma vitória por 2 a 0 basta para a classificação. Se o Alviverde levar um ou mais, terá de vencer por três de diferença – caso devolva o 3 a 1 do jogo de ida, disputa a vaga nos pênaltis.

Após a derrota por 3 a 1 para o Goiás, no sábado, o treinador admitiu os problemas defensivos e prometeu consertá-los antes de encarar novamente o letal ataque colorado. Na véspera do duelo, porém, foi evasivo ao falar sobre a retaguarda.

"Enfatizamos o trabalho em cima disso. Temos levado muitos gols e precisávamos corrigir algumas coisas", disse René, evitando comentar sobre a formação que pretende colocar em campo.

Apesar de o técnico não ter dado pistas, a tendência é a presença do zagueiro Cleiton – o mais rápido do elenco – pela direita. Recuperado de uma lesão muscular que o afastou por um mês, ele jogou meio tempo contra o Goiás e agora deve formar o trio defensivo com Pereira e Felipe. Com isso, Rodrigo Mancha voltaria a atuar como volante.

Cleiton se diz pronto para pelo menos 60 ou 70 minutos. "Mas se precisar, jogo os 90", avisa. "Gosto de sair para ajudar o ataque, mas vou me dosar e me concentrar em marcar, que é o mais importante", contou o zagueiro, que espera ver o time atingindo o ponto ideal no momento decisivo da Copa do Brasil. "Hoje estamos marcando gols e tomando. No começo do ano a defesa estava forte, mas tínhamos dificuldades de fazer. Precisamos de mais equilíbrio."

Mesmo com a derrota por 3 a 1 em Porto Alegre – jogo no qual Mancha atuou pela direita –, os coxas-brancas viram virtudes na defesa.

"Alguma coisa de bom ficou. Há tempos o Inter não se via tão apertado lá", afirmou René. "Fizemos um bom jogo, mas a pane de cinco minutos no segundo tempo nos complicou", emendou Pereira, se referindo ao segundo e ao terceiro gols do time da casa.

Se o técnico despistou, o zagueiro pelo menos adiantou que não haverá marcação individual – nem mesmo em Taison, que acabou com o jogo no Beira-Rio. "Vai ser por zona mesmo. Não dá para ficar correndo atrás deles o tempo todo. Se movimentam muito. Os volantes estão marcando e de repente já aparecem lá na frente. Se não for por zona vira uma bagunça", disse Pereira, esperando uma ajudinha do pessoal da frente para que não estoure tudo na zaga. "Temos de trabalhar bem a bola para não dar contra-ataques ao Inter, jogada que a gente sabe ser muito perigosa."

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