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Paranaense

Bola em segundo plano

Excesso de faltas, descontrole e pouca qualidade técnica marcam o primeiro clássico estadual do ano. Paraná e Coxa ficaram no 1 a 1

Dividida entre Leonardo, do Coritiba, e Carlinhos, do Paraná: jogo duro | Antonio Costa/Gazeta do Povo
Dividida entre Leonardo, do Coritiba, e Carlinhos, do Paraná: jogo duro (Foto: Antonio Costa/Gazeta do Povo)
Veja a ficha técnica de Paraná 1x1 Coritiba |

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Veja a ficha técnica de Paraná 1x1 Coritiba

Três expulsões, cinco cartões amarelos, quatro aparições dos maqueiros no gramado da Vila Capanema, um início de confusão e até Heber Roberto Lopes foi ao chão uma, quase duas vezes. O confronto entre Paraná e Coritiba acabou empatado por 1 a 1, mas não foi marcado pelos gols e sim por confusões, jogadas fortes, violentas e ríspidas discussões com dedos em riste, olho no olho, nariz com nariz.

A chuva que começou ainda na execução dos hinos estadual e nacional acabou sendo pano de fundo do confronto, mas foi a vontade exagerada, aliada à arbitragem "solta" de Heber que delinearam um clássico de faiscar. Con­se­­quentemente, as expulsões contribuíram para o resultado final de uma partida que foi do Coritiba, passou para o lado tricolor, mas acabou mesmo em igualdade. E agradou aos dois lados.

"Antes da expulsão, perdemos dois pontos. Mas pelas circunstâncias da partida... É como dissemos, o importante é que somos líderes", afirmou o volante Willian, que atuou no lugar de Leandro Donizete, machucado no rachão da véspera do clássico. "Saímos atrás, fomos aguerridos. O resultado não é ruim. Não podemos menosprezar o empate", opinou o atacante Paulo Matos, que entrou no intervalo.

Se o placar entre o líder e o lanterna pouco mudou o cenário da competição – ambos continuam na mesma situação em que começaram o confronto – dentro de campo tudo apontava para outro resultado. Um vencedor, seja de qual lado fosse.

Quando as duas equipes estavam completas, o Coritiba dominou, fez o gol com Eltinho (aos 29/1.º) e teve oportunidades de ampliar. A partir da expulsão de Jéci, pelo segundo amarelo, ainda no primeiro tempo, o Paraná cresceu. Com um homem a mais, empatou com Tito (21/2.º) e poderia ter virado depois de Rafinha também ser expulso por uma cotovelada em Tai. Mas Javier Méndez diminuiu as dificuldades do Coxa, que no fim quase marcou com Bill – a bola triscou a trave. As expulsões foram corretas.

"Se o Javier não é expulso, não digo que iríamos ganhar, mas criaríamos mais situações perigosas. Eu ainda briguei com ele, ele teria de ser até preso do jeito que chegou", afirmou o treinador do Paraná. "Sem as expulsões, o jogo seria naturalmente diferente. Tínhamos o total controle da partida, chegando quatro, cinco vezes em condições de marcar o gol", analisou o comandante alviverde.

O próximo confronto do Paraná será em Apucarana, onde enfrentará o Roma, na quarta-feira. O Co­­ritiba joga contra o Cascavel, quinta, no Couto Pereira. Novamente, em situações completamente o­­postas.

"Somos a equipe a ser batida. E temos de manter a tranquilidade", projeta o goleiro coxa, Édson Bastos. "Estamos evoluindo. Qualidade sa­­bemos que temos. Mas a equipe foi mon­­tada agora e somos jovens. Te­­nho certeza de que ainda vamos dar muita alegria ao torcedor", profetizou o lateral-direito tricolor, Paulo Henrique.

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