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Copa 2014

Brasil não tem estádio padrão Fifa, revela estudo de sindicato

São Paulo – Estudo realizado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia (Sinaenco) comprova aquilo a que o torcedor brasileiro já está acostumado: nenhum estádio do país tem hoje condições de receber um jogo da Copa do Mundo, segundo as exigências da Fifa.

A entidade visitou, nos últimos três meses, 29 estádios em 17 capitais e na cidade de Santos, e verificou que 95% dos banheiros estão em condições ruins ou péssimas, 60% dos campos apresentam pontos de visibilidade reduzida para o público, 30% têm uma arquitetura de "aspecto agressivo" e que favorece conflitos nas arquibancadas, e 11% registram orientação solar incorreta, prejudicando até mesmo a visibilidade dos jogadores.

Dentro desse estudo, os estádios do Maracanã e Engenhão (Rio de Janeiro), Morumbi (São Paulo), Arena (Paraná) e Mangueirão (Pará) foram classificados como os cinco mais bem avaliados. Entretanto, apenas os estádios de Rio e São Paulo apresentam condições mais próximas do que exige a Fifa, ainda que precisem passar por adequações.

Entre os piores estão Fonte Nova (Salvador), considerado o de condições mais precárias, Ilha do Retiro e Arruda (Recife) e Vivaldão (Manaus). O segundo pior da lista é o Mineirão, em Belo Horizonte.

De acordo com o presidente do Sinaenco, José Roberto Bernasconi, o custo para a cons-trução de um estádio novo seria de R$ 200 milhões a R$ 400 milhões. O mesmo valor teria de ser utilizado para reformar os estádios já existentes, dependendo da capacidade de público.

Ele destacou, também, que o Brasil precisa de investimentos em diversas outras áreas – como portos, aeroportos, estradas, saneamento e sistemas de transporte de metrô e ônibus – para se adequar às exigências da Fifa e receber bem os turistas.

"É um investimento imenso e para isso estamos propondo que se crie o PAC da Copa", afirmou. "O grande resultado da Copa, além da taça que nós queremos ganhar em 2014, será o legado que ela vai deixar ao Brasil de 2015 para a frente. Queremos um país renovado e modificado, que nós brasileiros somos competentes para fazer o nosso papel", acrescentou.

Na avaliação de Bernasconi, o ano de 2008 poderia ser utilizado para planejar todas as obras necessárias. Entre 2009 e 2013, as obras seriam executadas para serem finalizadas ao término deste período. Questionado sobre a origem dos recursos necessários para a reforma ou construção dos estádios, ele garantiu que há muito interesse do setor privado, inclusive de grupos estrangeiros em possíveis concessões ou Parcerias Público-Privadas (PPP) para a execução do projeto. "Um bom projeto sempre atrai o investidor privado, basta eles serem consistentes", assegurou.

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