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Futebol internacional

Brasileiros sofrem racismo na Croácia

Eduardo e Carlos, do Dínamo, são chamados de macacos por torcida do Hadjuk Split

Os jogadores brasileiros que atuam pelo Dínamo de Zagreb sofreram com o racismo da torcida do Hadjuk Split na partida entre as duas equipes, na última quarta-feira, pela Copa da Croácia. O placar terminou empatado em 2 a 2.

As vítimas dos gritos de macaco foram os brasileiros Eduardo da Silva, naturalizado croata, que defende a seleção do país, e o zagueiro Carlos. Os também brasileiros Etto, ex-Atlético-PR e Sammir, além do camaronês Chago defendem o Dínamo. O incidente ocorreu aos sete minutos do segundo tempo.

- Se fosse racismo, os gritos teriam acontecido durante todo o jogo. Além disso, nós temos um jogador de cor, Pablo Munhoz, que foi aplaudido pelos torcedores - explica Fredi Fiorentini, diretor do clube, em entrevista ao jornal croata "Sportske Novosti".

Por este episódio, o Hadjuk Split deverá ser multado em até € 12.500 (cerca de R$ 34 mil), por ser reincidente. No ano passado, seus torcedores exibiram um cartaz com os dizeres: "Jardim zoológico: Chago, Da Silva, Etto", também em referência aos jogadores do Dínamo.

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