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Fórmula 1

Bruno acerta com a Campos e recoloca o nome Senna na F-1

Equipe espanhola deve anunciar o sobrinho de Ayrton na próxima semana. Nelsinho Piquet pode ser seu companheiro

Rubens Barrichello chega de moto aos boxes em Abu Dhabi, onde domingo ocorrerá a última etapa da temporada da Fórmula 1 | Marwan Naami/AFP
Rubens Barrichello chega de moto aos boxes em Abu Dhabi, onde domingo ocorrerá a última etapa da temporada da Fórmula 1 (Foto: Marwan Naami/AFP)

São Paulo - Depois de passar perto neste ano, Bruno Senna acertou com a Campos para fazer sua estreia na F-1 na temporada que vem. Segun­­do a reportagem apurou, o contrato foi assinado no domingo à noite, durante uma breve viagem do piloto à Espanha – ele já voltou para o Brasil, mas retorna à Europa no final da semana que vem para fazer uma visita à fábrica do time, nas cercanias de Valencia.

Pelo acordo, Bruno, 26 anos, sobrinho do tricampeão Ayrton Senna, não teve de levar nenhum patrocinador pessoal. Foi justamente por isso que a assinatura só aconteceu no último fim de semana. Acertado verbalmente com o brasileiro desde o verão europeu, Adrián Campos, proprietário do time, precisou correr atrás de dinheiro para tirar a equipe do papel e não depender apenas de patrocínios de seus pilotos.

A confirmação oficial do acerto com a Campos deve acontecer na próxima semana, depois do encerramento do Mundial de F-1, com o GP de Abu Dhabi, neste domingo. Mas ainda pode ser postergado.

O motivo é que Campos ainda não conseguiu fechar com o futuro companheiro de Bruno. Sua in­­tenção é ficar com Pedro de la Rosa, atual piloto de testes da Mc­­Laren. Além de espanhol, conta o fato de ele ter bastante experiência, o que seria fundamental para o desenvolvimento do time estreante.

O piloto, que tem dez anos de F-1 no currículo e 71 GPs disputados, já assinou pré-contrato com Campos, mas o problema é que Bernie Ecclestone, detentor dos direitos comerciais da categoria, pressiona o dono do time para que ele contrate Nelsinho Piquet, demitido da Renault no meio do ano e que envolveu-se no escândalo do acidente proposital no GP de Cingapura de 2008.

Além de ser amigo de Nelson Piquet, pai do piloto brasileiro, Ecclestone acredita que comercialmente seria muito bom – para a F-1 e, consequentemente, para ele – um Senna e um Piquet dividindo a mesma equipe na temporada que vem.

Desde que Bruno passou a levar o automobilismo a sério, em 2004, e começou a frequentar os paddocks da F-1, sua chegada à principal categoria do esporte sempre pareceu apenas uma questão de tempo – quando pequeno, Bruno andava de kart, mas com a morte do tio, no GP de San Marino-94, ficou oito anos sem correr.

Após o vice-campeonato da GP2 no ano passado, o piloto foi convidado para testar com a Honda no fim de novembro. Perto de acertar com o time, viu seu sonho ficar mais distante com o anúncio de que a montadora japonesa não continuaria mais na categoria em 2009.

Esperando por uma definição quanto ao futuro da Honda e sem negociar com outras equipes, acabou ficando sem vaga na F-1 depois que o time foi comprado em março por Ross Brawn, que manteve Jenson Button e Rubens Barrichello como dupla de pilotos – o inglês e a Brawn GP foram campeões na última corrida da categoria, em Interlagos.

Sem opção nos monopostos para esta temporada, Bruno passou o ano correndo em provas da Le Mans Series – das três que disputou, completou duas em terceiro lugar.

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