
O pedido do técnico Muricy Ramalho foi atendido pela cúpula santista: o jogo de volta pelas oitavas de final da Libertadores, contra o Bolívar, no dia 10 de maio, está confirmado para a Vila Belmiro, descartando a possibilidade de jogar no Pacaembu. A diretoria entende que o prejuízo nas bilheterias será compensado pela classificação do time às quartas de final.
Muricy, revoltado com os atos de hostilidade dos torcedores bolivianos contra os jogadores santistas, pediu a marcação do jogo para a Vila Belmiro e quer que o estádio se transforme num autêntico caldeirão para pressionar o Bolívar. Com a derrota por 2 a 1, na noite de quarta-feira, na altitude de La Paz, o Santos precisa da vitória simples para avançar na competição.
"A nossa torcida tem de pressionar eles bastante lá [na Vila Belmiro], porque precisamos ganhar o jogo", disse Muricy, após a segunda derrota santista em La Paz nesta edição da Libertadores na fase de grupos, perdeu para o The Strongest. "Como nossos jogadores não sabem brigar, vão só jogar futebol. O resto fica para a torcida", completou o treinador santista.
Muricy reclamou muito das pancadas que Neymar levou dos marcadores adversários e do risco que o atacante correu de se machucar seriamente com os inúmeros objetos que foram jogados na direção dele. "Perder o jogo, tudo bem. O que não dá para aceitar é o que eles [torcedores] fizeram. Infelizmente, a Conmebol não toma nenhuma providência. Jogaram até a banana no Neymar", denunciou o técnico.
Na esperança de que o time voltasse da Bolívia com pelo menos o empate, o Santos faria uma grande festa no Pacaembu no jogo de volta das oitavas de final. A diretoria usaria o argumento de sempre de que é preciso olhar também para o grande contingente de torcedores santistas da capital e Grande São Paulo. Mas, como o Bolívar poderia se sentir mais confortável no Pacaembu, o duelo foi confirmado para a Vila Belmiro.
Ficou decidido também que o Santos vai enviar um documento à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) expondo os atos de selvageria contra os atuais campeões da Libertadores no Estádio Hernando Siles.
O presidente Luis Alvaro ficou indignado com a atitude de um torcedor que atirou uma banana na direção de Neymar. "Foi um ato de racismo, sim", concluiu o dirigente do Santos.



