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Brasileiro

Cheio de adrenalina, Evaldo aguarda chance

Após um ano com raras atuações no Japão e queimado por jogar fora de forma no Santos, zagueiro só treina há 37 dias no Coxa. Técnico teme a falta de ritmo do atleta

O zagueiro Evaldo ficou no banco contra o São Paulo por falta de opção: jogador alerta que só vai ganhar ritmo quando estiver atuando regularmente. | Valterci Santos/Gazeta do Povo
O zagueiro Evaldo ficou no banco contra o São Paulo por falta de opção: jogador alerta que só vai ganhar ritmo quando estiver atuando regularmente. (Foto: Valterci Santos/Gazeta do Povo)

O zagueiro Evaldo está treinando no Coritiba há 37 dias, mas ainda não teve e nem sabe quando vai ter a primeira chance de jogar. Aos 25 anos, o ex-santista vem de uma temporada e meia em que pouco conseguiu atuar. É aí que está a preocupação do técnico Dorival Júnior.

No Santos, mesmo sem a condição física ideal, o defensor foi colocado às pressas na equipe que precisava vencer na Libertadores e fazia campanha ruim no Paulistão. Resultado: foi mal e ficou fora dos planos para o Brasileiro.

O real problema do jogador, de 1,94 m, foi ter ficado todo ano passado no Tokyo FC, do Japão, onde pouco conseguiu participar. Uma série de lesões nos dois tornozelos, nos dois joelhos, além de problemas musculares na coxa esquerda e na panturrilha direita, atrapalharam muito.

"Treinador japonês não gosta de estrangeiro que chega e já se machuca. Foi complicado", reconhece ele, que ficou no banco no empate (2 a 2) contra o São Paulo, no domingo, só por não haver outro zagueiro disponível. "Não queremos queimar o jogador. Por isso estamos tendo toda a calma", pondera Dorival.

Para a partida do próximo domingo, contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte, Evaldo deve figurar mais uma vez na relação (que sai hoje) de quem viaja com a delegação, amanhã. Entretanto, dificilmente o trio de zagueiros que inicia o confronto não terá Maurício, Rodrigo Mancha e Tiago Bernardi.

"Só vou adquirir ritmo jogando", alerta ele, titular absoluto do Grêmio terceiro colocado no Brasileirão de 2006 e que, apesar de destro, geralmente joga do lado esquerdo. "O jogo é outra coisa. Mesmo tendo ficado no banco, contra o São Paulo, fiquei 'a milhão'. Se passava um mosquito eu já estava matando. A adrenalina vai lá em cima", afirma, ansioso pela vaga de titular.

Rotineiramente, no Couto Pereira ou no CT da Graciosa, o treinador coxa-branca chama Evaldo de lado e conversa sobre as condições físicas e o momento certo da estréia do beque com a camisa do Verdão.

Os apelos para o debute do zagueiro aumentaram após o Coxa (terceiro menos vazado do Nacional, 22 gols) ter sofrido duas bolas na rede em jogadas aéreas contra o Tricolor paulista. Pelo visto, argumentos ainda insuficientes para mudanças no setor.

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