
Um único gol é capaz de muita coisa. A vitória do Coritiba em casa sobre o Corinthians, ontem, pelo placar mínimo foi prova disso. O efeito mais importante foi o salto na tabela do Brasileirão: com os três pontos ganhos, o clube saltou da 12.ª para a 8.ª posição, com 29 pontos.
Bater o líder da competição no Estádio Couto Pereira diante de 29,2 mil torcedores também deu ânimo para o Alviverde seguir na sequência de confrontos contra times do G4 na quinta-feira, reencontra o Vasco, terceiro colocado (38 pontos) e contra quem perdeu a final da Copa do Brasil.
Em seguida, recebe o Botafogo (37 pontos), quarto colocado. "Não podemos estar eufóricos [com o triunfo de ontem], mas é um parâmetro de que podemos fazer mais pela frente", resumiu o técnico Marcelo Oliveira.
O 1 a 0 de ontem foi resultado da dificuldade imposta pelo Corinthians forte na marcação e veloz no contra-ataque superada pelo Coritiba. E foi ressaltada pelos jogadores como prova de que a equipe aprendeu a lição do revés na rodada anterior.
"Precisávamos disso. Em Goiânia [na última quarta-feira, quando o time foi derrotado por 3 a 1 pelo Atlético-GO], acertamos duas na trave, mas perdemos o jogo. Hoje [ontem], o Vanderlei voltou com sorte", disse o meia Rafinha, destaque do time coxa-branca. Ele jogou com a camisa com o número 100, referência à quantidade de partidas que disputou pelo clube.
"No jogo passado, só deu Coritiba, mas perdemos. Agora, vimos que bola na trave não vira nada", complementou Leandro Donizete, referindo-se a dois belos chutes do corintiano Alex, aos 40 e 46 minutos do segundo tempo, que pararam na trave da meta de Vanderlei.
Sem os atacantes Bill, que não jogou por questões contratuais, e Leonardo, machucado, o Coritiba sentiu a falta de um jogador na linha de frente para finalizar.
O gol foi do lateral-direito Jonas, aos 27 minutos do segundo tempo, depois do cruzamento de Rafinha, na direita, que Éverton Costa ajeitou de cabeça para o lateral também cabecear, no canto esquerdo do goleiro Júlio César.
Anderson Aquino e Marcos Aurélio, a quem cabia a função, pouco produziram.







