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Paranaense

Cinco chances para matar ou morrer

De folga na Copa Brasil até abril, Paraná abre, hoje, série que irá definir a sua sorte no Estadual

Preocupado com o excesso de gols sofridos, Paulo Comelli vai segurar até momentos antes do jogo o anúncio da escalação: ainda no 3–5–2, com o retorno de Jonathas; ou de volta ao 4–4–2, com Edimar no meio-de-campo | Hedeson Alves/Gazeta do Povo
Preocupado com o excesso de gols sofridos, Paulo Comelli vai segurar até momentos antes do jogo o anúncio da escalação: ainda no 3–5–2, com o retorno de Jonathas; ou de volta ao 4–4–2, com Edimar no meio-de-campo (Foto: Hedeson Alves/Gazeta do Povo)

O Paraná terá pela frente, a partir de hoje, cinco partidas em 18 dias pelo Estadudal. Período de folga da Copa do Brasil em que o Tricolor terá que decidir o seu rumo na competição local. Conseguirá classificar-se para a próxima fase? Ou pode acabar rebaixado para a Divisão de Acesso?

Após o confronto com o Nacional, esta tarde, às 15h30, o torcedor paranista já poderá ter uma ideia do futuro do clube. Isso porque, primeiramente, não há mais espaço para errar. Todos os vacilos foram cometidos, basta ver a tabela: em nove jogos, o Tricolor conquistou apenas 11 pontos.

Mais especificamente sobre o confronto em Rolândia, o Paraná enfrentará um concorrente direto tanto para o "bem" como para o "mal". O Nacional tem o mesmo número de pontos e de partidas do Tricolor. "Temos que ganhar o jogo, para ultrapasar o time deles. Qualquer resultado adverso e vamos para baixo de novo", diz o zagueiro Luís Henrique.

As projeções de momento apontam 19 pontos para prosseguir na disputa e 16 para se livrar do descenso. Tarefas que o Tricolor terá de alcançar enfrentando, além do Nacional, Coritiba (casa), Rio Branco (casa), Foz do Iguaçu (fora) e Iguaçu (casa). Antes mesmo de comentar qualquer projeção, o lateral-direito Murilo revela o sentimento do elenco sobre esse assunto.

"O Paraná é um time grande, nunca deveria estar fazendo contas para se classificar no Paranaense. Já basta o ano passado, quando ficamos calculando os pontos para não sermos rebaixados para a Série C no Brasileiro", diz ele, semifinalista do último Estadual, com o Toledo.

Mas, como não tem outro jeito... "A nossa conta para a classificação é ganhar três partidas das cinco que restam. E são só pedreiras, por isso não será nada fácil. Mas, com certeza, vamos brigar muito para conseguir o nosso objetivo", comenta Murilo.

Luta pela reação que, diante do Nacional, deverá ficar a sob responsabilidade da mesma equipe que perdeu para o Mixto-MT (2 a 1) na quinta-feira, mas acabou classificada na Copa do Brasil. O técnico Paulo Comelli tem dúvidas não apenas na escalação, mas também na formação tática, entre o 3–5–2 atual e o 4–4–2.

A principal preocupação do treinador é quanto ao sistema defensivo. No último compromisso pelo Paranaense, vitória por 5 a 3 sobre o Toledo, o Paraná tomou dois gols mesmo com o oponente reduzido a dez atletas. Na quinta-feira, sofreu mais dois gols do fraco time do Mixto-MT.

"Eu sou zagueiro, jogo lá atrás também, estou p... de ficar tomando gol direito. Contra o Mixto tivemos oportunidades no primeiro tempo e não fizemos os gols, aí tomamos e dá aquele baque de ter de correr atrás", afirma Luís Henrique.

A dúvida de Comelli está entre o volante Edimar e o zagueiro Jonathas para o lugar de Élton. Caso opte pelo primeiro, desmancha o 3–5–2. No caso de escolher o segundo, Élton também sai, mas o sistema permanece. O técnico tomará essa decisão momentos antes da partida.

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Na TV

Nacional x Paraná, às 15h30, no Premiere FC.

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