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Surfe

CJ Hobgood vence o WCT de Mundaka e quebra jejum de quatro anos sem vitórias

Americano campeão mundial de 2001 derrota australiano Joel Parkinson com tubo da virada no último minuto. Mineirinho pára nas quartas

CJ Hobgood bateu Joel Parkinson em Mundaka e faturou a etapa do WCT | Kelly Cestari / Reuters
CJ Hobgood bateu Joel Parkinson em Mundaka e faturou a etapa do WCT (Foto: Kelly Cestari / Reuters)

Foram mais de quatro anos de jejum. O americano CJ Hobgood, enfim, voltou a pronunciar a palavra vitória. A quarta da carreira. A última tinha sido no Taiti, em 2004. Logo ele, o surfista que se tornou campeão mundial em 2001 sem vencer sequer uma etapa, no ano em que o circuito teve de ser interrompido por conta dos atentados de 11 de setembro. O triunfo deste sábado foi no Billabong Pro Mundaka, no País Basco, com uma virada no último minuto contra o australiano Joel Parkinson. O nono dos 11 desafios da temporada consagrou o americano Kelly Slater como o melhor do mundo pela nona vez. Agora, a elite do surfe vem para o Brasil. O WCT de Imbituba, em Santa Catarina, começa no dia 28.

O melhor brasileiro em Mundaka foi justamente o mais bem colocado do país no ranking: Adriano de Souza, o Mineirinho. O paulista do Guarujá caiu diante de Parko, nas quartas-de-final.

"Vou dar o máximo de mim lá em Imbituba. Sempre parei em 17º (eliminado na terceira fase), mas quero superar isso", disse Mineirinho.

Campeão da etapa da França, o australiano Adrian Buchan pegou o primeiro tubo do dia (9,33), na bateria contra o compatriota Tom Whitaker, em um duelo entre os dois últimos carrascos de Slater. Depois de carimbar a faixa do eneacampeão, Whitaker tentava comemorar seu aniversário de 31 anos em grande estilo. Fica para a próxima.

Também nas quartas-de-final, dois tops caíram. Taj Burrow, vice-líder, perdeu para o americano CJ Hobgood, e Bede Burbidge foi eliminado pelo compatriota Luke Stedman.

Depois de ver a derrota de Taj e Bede, Joel enfrentou Adrian Buchan. Ficou em situação delicada, e só se salvou nos últimos minutos. Primeiro conseguiu uma nota 8,00, e depois, a três minutos do fim, selou a vaga na decisão com um 9,80.

CJ se garantiu ao mandar para casa o aussie Luke Stedman. Mineirinho apostava nele como campeão. Dito e feito. Abriu a bateria com dois tubos numa mesma onda, finalizada com uma batida e uma rasgada: 9,93.

Parko deu a resposta com um 8,33, e entrou na briga. A segunda nota de CJ era um 2,98, e ele precisava de 5,90 para virar. No último minuto, o tubo da consagração: 8,50. A ele, então, a honra de ser arremessado do porto, tradição basco.

Final:

CJ Hobgood (EUA) 18.50 x 15.83 Joel Parkinson (AUS)

Semifinais:

1. Joel Parkinson (AUS) 17.80 x 14.50 Adrian Buchan (AUS)2. C.J. Hobgood (EUA) 14.66 x 6.70 Luke Stedman (AUS)

Quartas-de-final:

1: Joel Parkinson (AUS) 14.34 x 6.17 Adriano de Souza (BRA)2: Adrian Buchan (AUS) 12.83 x 7.40 Tom Whitaker (AUS)3: C.J. Hobgood (EUA) 15.34 x 8.10 Taj Burrow (AUS)4: Luke Stedman (AUS) 13.16 x 10.24 Bede Durbidge (AUS)

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