
Ele rouba a bola, arma a jogada e aparece na área para fazer o gol. Balançando a rede ou dando assistências, foi responsável direto por 22 pontos dos 27 obtidos pelo Atlético no Brasileiro. Resumindo: Paulo Baier se tornou o dono do time como já foi no Goiás, mas não conseguiu no Palmeiras e no Sport.
Isso ficou evidente contra o São Paulo. Jogo truncado que se encaminhava para um irremediável 0 a 0. Até que o camisa 10 resolveu fazer (quase) tudo sozinho, como mostra o campo ao lado. Tomou a bola de Jorge Wágner no campo de defesa, carregou, esperou o melhor momento e tocou para Gabriel Pimba na direita. Correu para a área e completou de cabeça, aproveitando a saída equivocada de Rogério Ceni só não dá para dizer que fez tudo sozinho porque o cruzamento de Pimba foi excelente.
A novidade foi a roubada de bola. Apesar de ajudar a ocupar os espaços, incorporando o espírito de time solidário pedido pelo técnico Antônio Lopes, o ponto forte de Baier está longe de ser a marcação. Já organizar o meio de campo e aparecer na frente para finalizar ou dar passes decisivos tem sido constante nas últimas partidas. Algo ainda mais importante se levado em consideração o fraco desempenho dos atacantes do elenco.
O bom futebol, no entanto, só apareceu após a reorganização tática da equipe, quando Lopes chegou e decidiu primeiro arrumar a defesa. Com um time mais consistente, Baier enfim assumiu a condição de referência técnica além disso, está melhor fisicamente, como ele próprio afirmou.
Até vinha sendo importante há mais tempo, mas apenas nas bolas paradas. Sua chegada coincidiu com a do técnico Waldemar Lemos e alguns bons resultados. Depois, uma queda de produção acompanhou a má fase do time e a queda do treinador.
Agora a dependência do Furacão de seu camisa 10 aumentou ainda mais. Quando não joga bem, como na derrota da semana passada para o Vitória, o time sofre com a falta de criatividade. E dificilmente será diferente no jogo de sábado contra o Náutico, fora de casa, no qual terá de cumprir suspensão.
* * * * *
Gênio: Antônio Lopes (foto 1)
O 1 a 0 sobre o melhor time do campeonato no momento comprovou a recuperação defensiva do Atlético após a chegada do treinador. No intervalo, ele orientou o time a avançar um pouco. Não perdeu segurança atrás e ficou mais perto do gol, que saiu aos 41 minutos.
Professor Pardal: Renato Gaúcho (foto 2)
Se Antônio Lopes reconheceu que era preciso arrumar primeiro a defesa, o técnico do Fluminense fez o contrário no duelo com o Barueri. Escalou a equipe com três atacantes e deu um espaço enorme para os paulistas. Só não perdeu por causa da péssima pontaria adversária.
Operário-padrão: Léo Gago (foto 3)
O volante é um dos ícones do organizado time do Avaí. Além de fazer a sua parte na marcação, tem auxiliado bastante o ataque na saída de bola e principalmente aparecendo para finalizar de fora da área. Deixou o seu na vitória por 3 a 0 sobre o Flamengo.
Peladeiro: Rodrigo Pontes (foto 4)
O volante do Coritiba entrou completamente perdido em campo após a contusão do meia Carlinhos Paraíba. De cara, tomou um cartão amarelo. Instantes depois, mais um, por infantilmente segurar o goleiro adversário. Deixou o time na mão aos 20 minutos de jogo.







