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Brasileiro

Cofres em alerta

Enquanto o Atlético se prepara para minimizar impacto financeiro negativo da possível queda, o Coritiba sabe que lucraria com volta à Libertadores

 | Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
(Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo)

O Atletiba derradeiro de do­­mingo não vai definir apenas se o Atlético será rebaixado ou se o Coritiba vai para a Liber­­ta­­dores. O que está em jogo, além do aspecto moral, é a readequação financeira dos clubes em 2012, seja para cima ou para baixo. Em uma espécie de dois pesos e duas medidas, o Alviverde tem muito a ganhar e o Rubro-Negro muito a perder.

Em caso de confirmação de rebaixamento do Furacão, a principal fonte de renda, ao menos, será mantida. O novo acordo de direitos de transmissão da tevê, fechado com a Rede Globo para o período entre 2012 e 2015, prevê que o valor de aproximadamente R$ 35 milhões anuais não se altere no primeiro ano na Série B.

Entretanto, receitas com pa­­tro­­cínio de camisa e placas de publicidade devem sofrer retração pela diminuição de visibilidade. O in­­certo é como o sócio do clube encararia a Segundona. Ainda mais lon­­ge da Are­­na, que será fechada para a conclusão das obras.

"O clube já tem pensado em questões motivacionais para que o sócio permaneça. Alguma coisa será feita, mas o maior atrativo é a grandeza do Atlético. O sócio tem de entender o fator momentâneo [da queda]", comenta o 2.º vice-presidente do Atlético, Henrique Gaede, que garante ainda não ter jogado a toalha.

Um caminho a seguir é o mesmo que outros times trilharam quando foram rebaixados: o coração do torcedor. "O Corin­­thians, por exemplo, logo que caiu [em 2007], lançou uma ca­­misa que fez um sucesso estrondoso, licenciou muitos produtos e realizou eventos para capitalizar em cima disso. [O Atlético] vai ter de apelar para o amor do torcedor para driblar as dificuldades", sugere o consultor de mar­­keting esportivo, Francisco Kro­­nemberger.

No Alto da Glória, o que vier com a Libertadores é lucro. Só por participar da primeira fase da competição, o clube receberá cerca de R$ 1 milhão – foi o que o Santos embolsou neste ano. Nas fases seguintes, o valor au­­menta: R$ 485 mil nas oitavas de final, R$ 310 mil nas quartas e R$ 420 mil nas semifinais. No cenário perfeito, o título vale R$ 3,25 milhões – o vice leva R$ 811 mil.

O impacto financeiro vai muito além. "De cara já tem a melhora no relacionamento com o pa­­tro­­cinador. E não fica só em [marca na] camisa, mas nas placas no estádio e novas campanhas que o marketing pode criar", explica Kro­­nem­­berger.

Com muita cautela, o Coritiba prefere pensar nos ganhos com o torneio somente com a classificação garantida. "Representa muito, não só financeiramente como também institucionalmente. Mas só vamos calcular isso a partir do momento em que seja consumado, por respeito ao adversário", diz o membro do G9 alviverde, José Fernando Macedo.

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