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Até parece que a diretoria do Atlético não aprendeu nada com o que aconteceu no último Cam­­peonato Brasileiro e no re­­centemente terminado Cam­­peo­­nato Paranaense. Pior: não assimilou – para aprender – as de­­sastrosas gestões comandadas por Mário Celso Petraglia no futebol rubro-negro. Não estou dizendo isso depois do fracasso do clube neste campeonato. Faz tempo que sustento a fragilidade do futebol atleticano. Neste ano, responsabilizaram – injustamente – o técnico Antônio Lo­­pes e efetivaram o auxiliar do de­­mitido. De forma estranha, por sinal.

Que o time do Atlético é deficiente todo mundo sabe. Que o elenco é fraco, idem. Culpar o Leandro é, no mínimo, crueldade da diretoria, maior responsável pelos desacertos que o clube vem vivendo. Os dirigentes alegam que o dinheiro está curto para contratar um treinador de primeira linha e jogadores de qualidade. Mas admite ter condições de investir R$ 38 milhões para adiantar as obras da Arena. Con­tradição difícil de entender. Nos últimos, anos o Atlético só tem envergonhado a torcida. Não se trata de um comportamentonovo da atual gestão administrativa. O fracasso vem de mais tempo. O que irrita é que as deficiências são visíveis, mas praticamente nada é feito para melhorar a situação. Chega a ser deprimente.

Já perdemos o Paraná e o Cori­­tiba na Série A. No ano passado, o desastre desenhado para o Atlé­­tico foi evitado por muito pouco.Deveríamos crescer. Porém, estamos cada vez menores. Nossos dirigentes pensam pequeno e reduzem os clubes ao tamanho do seu pensamento. O Paraná, neste momento, nos deu um alento ao ganhar quatro dos cinco jogos disputados pela Série B. Ótimo, mas é prematuro fazer juízos de valor definitivos.

Um escárnio

A infeliz ideia de alguns deputados estaduais de usar o nome da Copel para identificar o estádio do Atlético é de uma grosseira falta de respeito ao dinheiro público. Atitudes assim ajudam a esclarecer porque nossa Assembleia Legislativa passa por crise moral tão vexatória. É preciso ter um mínimo de vergonha para integrar o poder público, em qualquer nível. A Copel é monopolista, atua sem concorrência. Uma empresa que fincou sua grandeza pelas mãos limpas de Pedro Vi­­riato Parigot de Souza, ex-presidente da estatal e ex-governador do Paraná. Personalidade inatacável, pela competência e seriedade. A história da Copel não merece tamanha brutalidade.

E o Lula?

Como presidente de um país "riquíssimo", Lula está isentando tributos federais da ordem de R$ 1 bilhão para obras da Copa do Mundo de 2014. Presidente, seja justo, faça o mesmo para hospitais, escolas públicas, delegacias de polícia, estradas e penitenciárias.Não faça cortesia com o di­­nheiro do povo brasileiro. E para os sacrificados aposentados na­­da?

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