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Lembra daquele jogo?

Uma vez na Estradinha

Reprodução da Gazeta do Povo de 1995, com destaque para o ata­­cante paranis­­ta Mirandinha | Arquivo/ Gazeta do Povo
Reprodução da Gazeta do Povo de 1995, com destaque para o ata­­cante paranis­­ta Mirandinha (Foto: Arquivo/ Gazeta do Povo)
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Era uma vez um estádio batizado Nelson Medrado Dias, situado à Alameda Coronel Elísio Pereira, 933, na popular Estradinha, em Paranaguá. Erguido em 1925 – quando a bola ainda era para a maioria um troço místico e aparentemente incontrolável – não demorou muito para tornar-se uma cancha lendária. Superar o Rio Branco e o calor não era tarefa para os fracos.

E aquele Paraná do Estadual de 1995, definitivamente, fugia do convencional. Com a jaqueta 1, Régis. Os baianos Gil e Edinho formavam uma defesa da moléstia. E, lá na frente, estava ele: Saulo, o Tigre da Vila. Se não bastasse, o Tricolor dispunha ainda de Mirandinha, ponta-direita mais rápido do que o raciocínio. Com um conjunto desses, liderado por Otacílio "Chapinha" Gonçalves, não foi surpresa constatar, ao término do confronto, o final dos dois anos de invencibilidade do Leão em seus domínios.

Denílson abriu o marcador com um chute potente que foi escapando do alcance do goleiro Claudinei até estufar o barbante. Os donos da casa empataram em seguida, com Marcelo Araxá. O empate parecia indicar que, como de costume, os visitantes sucumbiriam ao bafo quente da praça esportiva e o futebol caiçara do Rio Branco. Mas os paranistas contavam com Edinho, o Baiano, criado nas altas temperaturas de Senhor do Bonfim. E o mesmo, esperto após o arremate de Paulo Miranda, não desperdiçou a sobra: 2 a 1 e vitória tricolor.

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