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 | Hugo Harada / Gazeta do Povo
| Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo

Solidariedade foi a principal marca da emocionante homenagem prestada, em Curitiba, às vítimas do acidente aéreo da Chapecoense.

A impressionante unidade das mais de 30 mil pessoas que foram ao estádio Couto Pereira, na celebração muito bem organizada pelo Coritiba, ficou demonstrada no sentimento de dor, no extravasamento de compaixão e no perfeito entendimento entre os torcedores dos três principais times da capital.

Solidariedade foi a senha. É uma palavra triste, suavemente triste e muito emotiva. Trata-se de substantivo feminino para expressar o compromisso pelo qual as pessoas se obrigam umas às outras e cada uma delas a todas.

As imagens gravadas no preito aos desaparecidos e sobreviventes da maior tragédia do futebol brasileiro em todos os tempos foram absolutamente arrebatadoras.

Lágrimas, confraternização e à evocação de despedidas definitivas. Mãos espalmadas no aceno, no balançar das luzes, nos cânticos, cumprimentos sublinhados pela melancolia, abraços apenas esboçados.

Foram ouvidas vozes e contemplados olhares nostálgicos, que marcaram uma noite memorável de aglutinação das mais diferentes tendências clubísticas, afastando qualquer ranço de fanatismo, conotação política ou princípio religioso.

Todos estavam concentrados, espiritual e fisicamente, na memória dos que se encontravam a bordo do fatídico avião da Chape. Todos os olhos estavam destinados à contemplação do extraordinário poder da fé.

Nesses momentos solenes de prece e veneração ao desconhecido é que se observa a humildade original e a fragilidade natural dos homens que habitam a Terra.

Ela decorre de uma relação com o plano divino que o homem é incapaz de estabelecer por si mesmo.

Algumas imagens bíblicas sublinham essas experiências singulares que partem de um mistério fundamental – como o espanto de Moisés, no deserto, diante da sarça que ardia sem se consumir.

Foi a demonstração de milhares de pessoas que pode indicar, através dos tempos, o fio condutor agregando novos conhecimentos e experiências para dias melhores de convivência, em termos mais elevados, maior entendimento e paz entre os semelhantes.

Arena cheia

O Atlético cuidou de todos os detalhes na elaboração do plano para a classificação do time na próxima edição da Taça Libertadores da América.

Desde as partidas da Copa do Mundo, que assinalaram a inauguração da suntuosa Arena da Baixada, o estádio nunca recebeu sua lotação máxima. Pois a expectativa é de que o recorde seja batido, com a Arena cheia para o jogo do Furacão com o Flamengo.

Que os jogadores façam a sua parte em campo.

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