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As copas nacionais representam a verdadeira festa do futebol. Ainda mais agora que os clubes poderosos tornaram-se muito mais ricos e distanciaram-se dos concorrentes de maneira jamais vista.

Basta correr os olhos pela classificação dos principais campeonatos nacionais para verificar que a disputa pelo título de campeão tornou-se reserva de mercado de poucos: Barcelona e Real Madrid são os únicos candidatos naturais ao título espanhol; Inter, Milan e Juventus, na Itália; Benfica e Porto, em Portugal; Manchester United, Liverpool, Chelsea e Arsenal, na Inglaterra, e, por aqui, também está se criando um exclusivo clube entre São Paulo, Palmeiras e Corinthians; a dupla Gre-Nal e o Cruzeiro.

Sport Recife, Vitória e Goiás montaram equipes competitivas e passaram a ocupar os espaços cedidos pelo Galo mineiro em crise permanente; pelo futebol carioca, financeiramente quebrado e tecnicamente enfraquecido; e pelo futebol paranaense, que emergiu na virada do século e, inexplicavelmente, regrediu transformando-se, outra vez, em mero figurante.

Mas a Copa do Brasil é a salvação dos times emergentes e daqueles que decaíram nas últimas temporadas, caso em que se encaixa o trio Atlético, Coritiba e Paraná.

A Copa do Brasil é a mais democrática das competições, pois abre as mesmas possibilidades aos grandões e aos pequeninos que sequer integram a Terceira Divisão nacional.

Trata-se da evolução das antigas taças européias e das copas de feiras muito populares até a década de 60 quando a Uefa resolveu padronizar as competições.

No Brasil, como sempre, levou muitos anos para a novidade chegar, pois naquela época ainda não tínhamos um Campeonato Brasileiro organizado e nos limitávamos a uma incipiente Taça Brasil e ao Rio-São Paulo, que ganhou o nome de Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão.

Copa do Brasil

Com a criação da Copa do Brasil, diversos times que normalmente teriam grandes dificuldades de participar da Libertadores ganharam as suas oportunidades e realizaram o sonho da internacionalização. Essas oportunidades continuam abertas a quem tem competência, respeito ao torcedor e uma equipe bem formada. Ingredientes que andam faltando nos times paranaenses.

Vamos ver até onde os nossos representantes chegarão já que o torcedor anda cansado de promessas e daquela conversinha fiada de "O caminho mais curto para chegar a Libertadores..."

O J.Malucelli será o único a jogar a primeira em casa e recebe o Guarani; o Paraná visitará o Mixto; o Coritiba pega o Holanda amazonense. A estreia do Atlético só acontecerá em março, frente ao Tocantins.

Façam as suas apostas e lembrem-se de que não deve existir muita diferença entre os bravos Toledo, Nacional, Cascavel, Engenheiro Beltrão e outros – como os temidos Mixto, Holanda, Guarani e Tocantins.

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