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Tão preocupante quanto o baixo nível técnico das equipes, o mau estado da maioria dos gramados e as más arbitragens, é a falta de clima entre os torcedores e até mesmo entre os jogadores que disputam o Campeonato Paranaense. Basta analisar o comportamento do Coritiba em campo, time projetado para conquistar o quarto título consecutivo e entrar com tudo na Copa do Brasil e no Brasileiro. Entretanto, observa-se um grupo desentrosado que consegue se impôr apenas pelo peso individual de alguns jogadores, mas sem a vibração característica das equipes de ponta. Ou, por outra: o Coxa ainda não embalou.

Apresenta graves furos defensivos, descompasso na meia-cancha, que só não é mais notado pela presença de Alex – o qual, mesmo visivelmente em fim de carreira, esbanja categoria e um ataque com potencial desde que Deivid baixe a bola.

O jovem treinador Marqui­nhos Santos tem sido cobra­do pela torcida, que saiu do Alto da Glória, domingo, com aquele gostinho na boca de que faltou alguma coisa. Faltou, é claro, a goleada sobre o time sub-23 do Atlético.

Nem mesmo o clássico serviu para animar o campeonato, mexer com o público ou embalar de vez o time coxa-branca, que venceu sem muita dificuldade e não forçou para alcançar placar elástico. Tudo porque se criou verdadeiro anticlímax em torno do primeiro Atletiba do ano em razão da despropositada decisão tomada pelos dirigentes atleticanos de ignorar o Estadual e manter no come-dorme duas dezenas de profissionais considerados titulares.

A maior consequência dessa opção foi o afastamento do torcedor que, com todo direito, vai exigir uma grande performance do técnico Ricardo Drubscky e dos jogadores titulares quando eles entrarem em campo de verdade.

Voltando ao campeonato, ambiente de expectativa tomou conta de Londrina diante da possibilidade de o time alcançar o título do turno no confronto direto com o favorito da disputa. Os londrinenses sabem que essa oportunidade é de ouro, afinal, jogarão em casa, certamente com o Estádio do Café tomado pela calorosa torcida do Tubarão e frente a um Coritiba que ainda procura o melhor caminho na parte tática e técnica.

Porém, tanto o técnico Cláu­­dio Tencati quanto os jogadores mantêm os pés no chão, preferem ficar distantes do otimismo e da empolgação dos torcedores, pois sabem que enfrentar o Coritiba em partida decisiva sempre exige muito do adversário.

Tomara que possamos assistir a um jogo bem disputado, com arbitragem equilibrada e em plano disciplinar elevado, afinal, os telespectadores tentam prestigiar o Estadual, mas o padrão técnico tem sido muito perto do sofrível.

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