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| Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

Talvez esteja enganado, mas o Atletiba marcado para Quarta-Feira de Cinzas não está provocando a mesma expectativa daquele que não foi realizado na semana passada por malicioso capricho do presidente da Federação.Havia um clima de curiosidade em torno dos times, afinal os reservas do Atlético vinham de maus resultados no campeonato estadual e os titulares do Coritiba estavam desafiados a mostrar capacidade técnica suficiente para vencer o primeiro grande clássico do ano.

Após tantas confusões, protestos, remarcação do jogo e providências para que o público não seja novamente desrespeitado, eis que as próprias equipes trataram de esvaziar o clássico. Primeiro, pelo verdadeiro papelão do Coxa na desconcertante eliminação da Copa do Brasil. Ainda se fosse em uma partida normal, bem disputada e diante de um adversário do mesmo nível, vá lá. Mas não foi o que aconteceu. Muito pelo contrário, o time de Carpegiani conseguiu ser dominado pelo modesto ASA e tomou de 2 a 0 em pleno Alto da Glória. Segundo, porque ao empatar sem gols com o Toledo, o Furacão alternativo continuou emitindo sinais de que o atual elenco é bem limitado e Paulo Autuori continua operando prodígios na campanha da Libertadores.

Sem tecnologia

O replay, até agora um implacável inimigo dos árbitros, foi, enfim, usado a favor deles. Criou-se a figura do “árbitro de vídeo”, que acompanha a disputa por meio de uma miríade de telas, abastecidas com a imagem da transmissão televisiva, e que pode interferir nas decisões tomadas no gramado em quatro situações: validação de gol, marcação de pênalti, expulsão direta e erro de identificação de um jogador.

Se essa tecnologia já estivesse implantada no futebol brasileiro o jovem árbitro paulista não teria pago o mico de expulsar o jogador errado do Corinthians no ultimo clássico com o Palmeiras.

Mas o drama do lamentável apito nacional vai perdurar pelo menos até o final deste ano. A CBF decidiu adiar o uso da tecnologia por considerar o valor inviável financeiramente. Dinheiro para pagar o apoio das federações, viagens e outras mordomias parece que continua tendo.

O Campeonato Brasileiro deste ano continuará contando com os árbitros adicionais, aqueles que mesmo posicionados atrás das traves, continuam não enxergando direito.

A informação é de que a CBF negocia com cinco empresas a implantação da tecnologia de vídeo, e pretende ter no mínimo oito câmeras à disposição em cada partida. Além do equipamento, há necessidade de preparar os operadores e orientar os árbitros para tirar proveito da novidade eletrônica que causou confusão “Padrão FIFA” no ultimo mundial de clubes no Japão.

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