Acuado, enfraquecido e se agarrando desesperadamente ao cargo, o presidente da CBF deixou o caminho aberto para os clubes da Série A partirem para a criação de uma liga independente. Só deixarão de fazê-lo se quiserem. Ou não tiverem competência para a esperada mudança radical e inovadora.

No passado, se revelaram incapazes quando ensaiaram voo solo com a criação do Clube dos 13. Desta feita, entretanto, com os inúmeros exemplos bem sucedidos do futebol europeu, ficou praticamente impossível não dar certo. Claro que pesa a incompetência da maioria absoluta dos cartolas dos clubes que gostam de fazer pose, mas não sustentam suas teorias diante dos maus resultados e da pressão da torcida.

Observem a atitude da diretoria do Coritiba que se elegeu prometendo um projeto revolucionário no futebol, renovou o contrato de Marquinhos Santos por dois anos e, na primeira sequência de derrotas, jogou tudo no lixo. Contratou Ney Franco como se ele tivesse o poder mágico de transformar um time medíocre na nova sensação do campeonato. Mas o Coritiba, como os demais clubes endividados, não chegou a essa situação em razão de algum cataclismo, e sim por – no mínimo – falta de competência das últimas gestões.

Muito se fala em modernização da administração esportiva, mas a maioria dos clubes ainda é gerida de forma obscura. O futebol continua sendo tratado como um brinquedo nas mãos de dirigentes que fazem nos clubes o que não arriscam em suas empresas. São impedidos pelos sócios e conselheiros de levar as firmas à bancarrota. No futebol, eles exercitam sonhos desvairados, gastando fortunas para contratar e manter jogadores e técnicos de suposto alto nível profissional. Jogam para a plateia, acumulam insucessos ou triunfos fugazes e saem de fininho deixando os clubes mais endividados.

Por isso a criação da liga tem sido empurrada com a barriga, apesar da inexistência de um calendário racional e da desmoralização da CBF.

Walter joga

O advogado Domingos Moro vestiu a beca, ajeitou a gravata borboleta e partiu para a absolvição de Walter, do Atlético no STJD.

Entre os argumentos que usou, um foi decisivo: o estranho comportamento do árbitro Thiago Duarte que expulsou o atacante atleticano quando o indicado seria a apresentação do cartão amarelo de advertência. No jogo seguinte teve a sua atuação criticada pelo experiente Rogério Ceni, do São Paulo.

Não adianta o departamento especializado da CBF tentar mudar a postura das arbitragens se a matéria prima do apito é de pouca qualidade. Escolinha neles! Walter joga domingo, mas ficou a lição de que ele precisa ser mais contido nas reclamações.

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