O Campeonato Brasileiro começava perder a graça com a vantagem conquistada pelo Grêmio.
Estava se tornando monótono, porque os principais concorrentes vinham patinando e mantendo robusta distância do líder.
Mas, bem na semana em que colocaram para funcionar o tal acelerador de partículas, muita coisa mudou.
Como os cientistas pretendem recriar o nascimento do Universo, surgiu a improvável conseqüência do aparecimento de um buraco negro que nos engolirá, todos nós e a liderança do Grêmio também.
Como parece coisa de ficção científica e, enquanto o buraco negro não se materializa, vamos cuidar da nossa vidinha.
A surpreendente derrota do Grêmio para o Goiás trouxe novas emoções, acrescida do triunfo do Palmeiras sobre o Cruzeiro e a ressurreição do São Paulo como candidato ao título.
No andar de baixo, dois clubes tradicionais Vasco e Fluminense fincaram os pés no rebolo. O Figueirense também vem caindo pelas tabelas enquanto o Náutico e o Atlético respiraram um pouco.
Hora de vencer
Para a dupla Atletiba, é hora de vencer: o Atlético terá a chance de atrapalhar os planos do Grêmio e o Coritiba tentará vencer após um mês de jejum.
Pode parecer incrível, mas esta é a realidade do Coxa: a última vitória foi diante do Figueirense, dia 20/08.
Ao cruzar com adversários do mesmo nível técnico no momento, e que lutam por objetivos semelhantes título ou vaga na Libertadores , o Coritiba perdeu o fôlego e afastou-se das primeiras posições. Conseqüentemente, aumentaram as cobranças. A reação precisa começar contra o Fluminense, que apenas luta contra o rebaixamento.
Revigorado pela vitória sobre a Portuguesa, o Furacão está motivado. Porém, o Grêmio é um adversário de outra categoria e conta com uma jogada forte nas bolas aéreas, exatamente o ponto fraco da zaga atleticana.
Geninho terá de encontrar uma fórmula para diminuir o índice de aproveitamento nos cabeceios do time gaúcho.
Novo estilo
Alguns torcem o nariz para o estilo de apitar do gaúcho Leandro Pedro Vuaden, mas eu gosto.
Do jeito que o jogador sul-americano é manhoso, só mesmo com um árbitro que apita à moda européia para o jogo fluir. Ele não entra na catimba, nas faltas simuladas e só apita quando a infração interrompe a jogada. Claro que ele comete erros, como o de não ter anotado pênalti do zagueiro do Flamengo sobre Dagoberto, do São Paulo, no domingo. Mas, no geral, o seu estilo de arbitragem é interessante.
Em todas as partidas que ele apitou, aumentou o tempo de bola rolando e, conseqüentemente, o espetáculo agradou mais. Não houve tantas interrupções e a disputa entre as equipes passou a ser intensa.
Talvez esteja nesta inovação da arbitragem o caminho para melhorar o padrão técnico do Campeonato Brasileiro.



