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Foi um daqueles dias em que o jornalista é obrigado a derreter o controle remoto da televisão para assistir a dois jogos ao mesmo tempo.

Depois de passar mais de cinquenta anos frequentando estádios de futebol, sinto-me confortável diante do televisor. Faz lembrar a época em que só havia rádio elétrico e todos ficavam em torno do aparelho ouvindo as transmissões. Aliás, o rádio transistorizado, o famoso rádio de pilha, encerrou a carreira de diversos locutores que não acompanhavam direito as jogadas e muito menos conseguiam identificar os jogadores.

Bem, vamos ao jogo em que o Atlético mais uma vez conseguiu fazer a lição de casa.

Foi uma partida tecnicamente fraca com equipes absolutamente protocolares nas suas ações. Pouco trabalho para os goleiros Denis e Weverton. Pior para Denis que falhou no lance que resultou na vitória atleticana. No cruzamento da direita, uma saída em falso e a presença de Pablo que empurrou a bola com a barriga para o fundo das redes.

O triunfo valeu para confirmar a tradição do Furacão de vencer o São Paulo na Arena da Baixada. Foi mais pela força de vontade do que ao poderio do seu atual time.

A equipe paulista voltou um pouco melhor no segundo tempo, porém com volume de jogo insuficiente para se impor ao adversário muito bem estruturado no sistema defensivo.

Otávio anda jogando abaixo do normal e Hernani muito bem, daí o descompasso da meia-cancha na alimentação do ataque onde apenas Pablo apareceu com algum brilho.

Pontos fora

Não bastasse a modificação de atitude do time, no aspecto tático e técnico, Paulo Cesar Carpegiani conseguiu injetar no Coritiba a confiança que lhe faltava como visitante.

Pontos fora representam muito neste campeonato extremamente equilibrado e no qual a maioria dos competidores alterna bons e maus momentos jogo a jogo. A irregularidade de quase todos tem sido a regularidade da competição.

No levantamento de bola feito por Raphael Veiga o goleiro do Sport saiu mal da meta e Amaral desviou de cabeça.

Foi o gol da merecida vitória do Coritiba, sempre superior ao Sport. Mesmo na pressão exercida pelos pernambucanos na primeira parte da etapa complementar o goleiro Wilson apareceu bem e a zaga teve atuação linear com destaque a Lucas Claro em jornada inspirada tanto por cima como nas bolas por baixo.

Enquanto o treinador Osvaldo Oliveira era chamado de burro pela torcida, nos contra-ataques o Coxa teve chance de ampliar o escore. Gonzalez e Kazin desperdiçaram oportunidades reais para o segundo gol.

Mas valeu o resultado, a soma dos pontos e a distância estratégica da zona de rebaixamento.

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