Está se verificando um fenômeno que merece a atenção dos observadores: o jejum de gols dos avantes tipo paredão.
Aqueles atacantes com pouca mobilidade, como Washington, Kléber Pereira, Souza, Obina, Rafael Moura e outros que quando não marcam gols caem em desgraça.
Borges, o melhor atacante do São Paulo, reclamou da reserva, tendo em vista a constante presença de Washington mesmo sem marcar. Os demais amargam criticas, como Rafael Moura, que ainda não chegou às redes no Campeonato Brasileiro. Os avantes com maior agilidade e melhor domínio de bola, como Kléber do Cruzeiro, Tardelli, Keirrison, Nilmar, Taison, Ronaldo Fenômeno e mais alguns poucos seguem em alta.
Rodada
Dois bons jogos programados para Curitiba hoje, com destaque a presença do Vasco, o bicho-papão da Segunda Divisão. O Paraná, que vem muito mal na competição, espera superar-se para surpreender o time de Dorival Junior e Pimpão na Vila Capanema.
Mais tarde, o Coritiba tentará a sua primeira vitória frente ao aguerrido Goiás. Marcelinho Paraíba, como sempre, é a atração máxima do Coxa, que continua dividido entre o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil.
É preciso separar as coisas, e para isso René Simões parece mestre, já que fala mais do que aquela mulher da cobra que vende remédio para tudo na Praça Tiradentes.
Amanhã, no Maracanã, na partida que marcará a estréia de Adriano no Flamengo outro avante estilo paredão , o Atlético levará as suas dúvidas e inseguranças. O maior problema atleticano, a meu ver, é a ausência de uma avaliação isenta e competente do real valor do atual elenco. Ou, por outra, enquanto a diretoria e o técnico Geninho acreditarem que possuem goleiros capazes, que Rhodolfo representa reforço para a defesa e Marcinho e Wesley resolvem os dramas do ataque, o Furacão seguirá patinando e flertando com o fantasma do rebaixamento.
Homenagens
Gostaria de agradecer publicamente aos amigos que me prestaram algumas homenagens nos últimos dias. Convidado para receber o Prêmio de Jornalismo José Wan-derley Dias, por indicação do rotariano Elon César Isfer Garcia, compareci ao almoço do Rotary Club de Curitiba Leste e, para minha surpresa, também recebi o título de Cidadão Honorário de Curitiba através do vereador Mario Celso Cunha.
Acontece que o honroso título de cidadão curitibano havia sido outorgado em 2002 e como não marquei a data para a entrega, experimentei a alegria das duas homenagens ao mesmo tempo.
E hoje, na histórica Casa Aracheski, construída em 1897 no centro da Lapa, terei o meu nome gravado no Memorial Esportivo Aracheski ao lado de personagens ilustres, como os ex-craques Patesko, Sicupira, Lalá e outros lapeanos. Muito grato ao advogado Reginaldo Cleon Arackeski pela gentileza.



