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Jogo psicológico

Futebol é um esporte tão espetacular que, além de todo arsenal tático, técnico e físico que o destaca no imenso campo de jogo ao ar livre em comparação com outras modalidades, tem o fator psicológico. Por causa da motivação dos atletas e do trabalho desenvolvido no campo da psicologia abre-se verdadeiro leque de filosofia popular: em time que está ganhando não se mexe, quem não faz toma, a bola pune, a melhor defesa é o ataque e por aí vai.

A pérola filosófica do genial Nélson Rodrigues encaixa perfeitamente na ilustração deste modesto artigo: “Só o jogador medíocre solta a bola de primeira. O craque, o virtuose, o estilista, prende a bola. Sim, ele cultiva a bola como uma orquídea de luxo”.

Pois bem, o Coritiba terá, amanhã, o tipo do jogo que os antigos treinadores chamavam de “psicológico”: se perder pode contaminar-se pelo pessimismo, se empatar pode considerar-se insuficiente para superar os adversários mais fortes em casa e se vencer não só derrubará um candidato ao título, o Galo mineiro, como reforçará a sua escalada de recuperação no campeonato. Vale a pena conferir.

Sem sabor

Emplacando o quinto técnico no ano, a diretoria do Atlético confirma inabilidade no trato do futebol. Milton Mendes foi quem conseguiu apresentar os melhores resultados. Recuperou o time da humilhante experiência no Torneio da Morte e frequentou durante o turno inteiro as primeiras posições no Brasileiro. A bobagem do rodízio de jogadores em um elenco medíocre e as lesões de personagens insubstituíveis derrubaram MM.

A nova péssima apresentação frente ao modesto Brasília, pela Sul-Americana, reforçam a tese de que o DIF (Departamento de Informação do futebol) errou na receita. Aviamento, seleção de ingredientes, mistura, sabor e montagem na mesa. O Furacão virou um banquete indigesto.

Culpa de quem? Dos cozinheiros que tentaram salvar o prato ou do dono do restaurante?

Sérgio Vieira, o novo “chef”, tenta acertar o tempero do desgastado time para o compromisso de amanhã, com o São Paulo, no Morumbi.

Agitação

Foi traumática a saída de Fernando Diniz do comando técnico do Paraná. Sentindo-se traído pelos dirigentes que teimam em falar de projeto quando todo mundo está careca de saber que sem vitórias nenhum cartola segura o técnico, Diniz saiu atirando.

Na agitação paranista, sobrou para Fernando Miguel juntar os cacos e tentar recompor a equipe para o compromisso desta noite frente ao Criciúma.

Como terá os mesmos jogadores para elaborar os seus conceitos estratégicos, resta pouco espaço ao novo condutor do trem tricolor.

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