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Mais uma vez o Coritiba jogou bem, mas saiu derrotado como visitante. É a maldição de visitante que tem perseguido o time e atrapalhado os seus planos de conquista nacional.

Ontem, o técnico Marcelo Oliveira armou o time de maneira inteligente, seguro na defesa e sempre buscando o gol, com condições para marcar diante da postura confusa da zaga do São Paulo e do excessivo número de passes errados. William e Sérgio Manoel dominaram o setor intermediário e apenas em três jogadas individuais – duas de Luís Fabiano e uma de Lucas, este no lance do gol – o São Paulo exigiu trabalho do goleiro Vanderlei.

No mais o Coxa foi soberano, mas inoperante na frente pela ausência de melhores atacantes, exceto Éverton Ribeiro, que acertou um tiro no travessão. Com a expulsão de Paulo Miranda esperava-se que o São Paulo sentisse a pressão, porém o Coritiba caiu de rendimento e não soube aproveitar o momento favorável pelas circunstâncias. A derrota foi dura pelo que apresentou o time e amarga por ter se materializado no final, entretanto a decisão será mesmo no Alto da Glória.

Estratégias

Se tivesse optado em jogar no Morumbi, a meu ver, o Santos poderia desenvolver melhor o seu estilo, pois no alçapão da Vila Belmiro as coisas se igualaram e Tite armou estratégia inteligente de marcação. O Corinthians amarrou o jogo e venceu com o golaço de Emerson.

Claro que Muricy pode dar o troco no Pacaembu, entretanto terá de contar com Ganso em melhores condições e, sobretudo, Neymar, que vem emitindo sinais de cansaço. Sabem aquele cansaço de quem mesmo jovem não tem sossego, não tem parada, jogando, indo às festas, inaugurações, gravado comerciais... Enfim, uma roda-viva que desconcentra qualquer atleta. Neymar perdeu o ritmo. E, para quem usa aquele corte de cabelo, não dá para fraquejar. Seria o mesmo que um cantor pop cabeludo desafinasse no palco. O surpreendente triunfo do Palmeiras com dois gols na casa do adversário escancararam a classificação e Felipão foi o autor intelectual, já que o time mostra limitações técnicas e se superou na base da aplicação em campo.

Caranguejão

Tornou-se difícil promover uma análise segura do atual momento do Atlético sem correr o risco de erro. Acontece que o trabalho do primeiro semestre – mal planejado em todos os sentidos – foi para a lata de lixo: não existe uma formação titular definida, o preparo físico é deficiente e os jogadores estão inseguros.

No meio da temporada o trabalho começará do zero e, como se sabe, o novo técnico corre contra o tempo e já apontou as carências que vinham saltando aos olhos: faltam melhores alas, zagueiros e meias para tentar iniciar campanha de recuperação.Caranguejão será pequeno para tantas emoções.

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