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As semifinais da Copa do Brasil apresentam, de um lado, dois times campeões estaduais e jogando o fino da bola e, do outro, dois times que fracassaram nos estaduais e chegaram de forma surpreendente a esta posição no torneio nacional.

Claro que o Avaí deixou muito boa impressão no banho de bola aplicado no poderoso e confuso São Paulo, mas o Vasco classificou-se com grandes dificuldades e só não foi eliminado em casa pela fraquejada dos atleticanos, que saíram na frente e não conseguiram garantir o resultado.

Coritiba e Ceará foram as equipes que apresentaram melhor padrão técnico até aqui, se bem que os nordestinos levaram um sufoco do Flamengo, em Fortaleza e o resultado final da partida não fez justiça ao futebol apresentado pelos cariocas. Mas o Ceará esta bem preparado e pronto para tentar superar o favorito Coritiba.

Para manter a superioridade na temporada basta o Coxa manter o ritmo. Ou, por outra, seguir com a mesma filosofia de jogo sem querer mudar o figurino nesta altura do campeonato.

Se vem dando certo, não é a hora de testar novas alternativas como, por exemplo, jogar pelo resultado na noite de hoje.

E o que seria jogar pelo resultado? Marcar pelo menos um gol fora ou contentar-se com o empate. Sinceramente, não acredito que Marcelo Oliveira seja tentado a alterar sua estratégia. Mesmo porque o time coxa-branca é superior ao cearense em todos os quesitos e não deve desperdiçar a oportunidade de procurar liquidar a fatura logo na primeira parte deste duelo de 180 minutos.

As quartas-de-final deixaram lições que não devem ser desprezadas, especialmente o fato de os classificados terem se saído bem no primeiro confronto: o Vasco empatou fazendo dois gols na Arena da Baixada, o Avaí só perdeu por um gol no Morumbi, o Ceará venceu no Engenhão e o Coritiba arrebentou no Alto da Glória.

Os retornos de Léo Gago e Rafinha representam considerável reforço para a missão coxa-branca e chegou a hora de Leonardo mostrar novamente o seu valor.

Fenômeno

Todos sabem que chamar Ronaldo de Fenômeno é uma deferência honrosa, já que o verdadeiro e insuperável fenômeno foi mesmo Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.

Basta correr os olhos pelo número de vitórias, de gols marcados e de títulos conquistados para constatar a vertiginosa carreira de Pelé.

O Santos sagrou-se 19 vezes campeão paulista, três foram antes do surgimento de Pelé e seis depois que ele deixou o clube. Com Pelé em campo, a Vila Belmiro comemorou 10 títulos de campeão paulista entre 1958 e 1973. Isso sim é fenomenal.

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