O técnico Dunga reclamou, com razão, do circo armado pela CBF durante o treino da seleção na Granja Comary.
Foi revivido o clima de oba-oba registrado na última Copa do Mundo, nos preparativos em Weggis, na Suíça: patrocinadores, cartolas, torcedores e muitos jornalistas atrapalhando a concentração dos jogadores.
Agora a seleção mudou de circo, pois outro foi preparado pelos argentinos em Rosário, onde a torcida mostra-se enlouquecida por causa do jogo desta noite.
A seleção da Argentina anda preocupada, já que não apresenta padrão de jogo satisfatório e uma derrota poderá custar o cargo do falastrão Maradona. Tudo porque o técnico e alguns jogadores andaram falando demais antes da partida criando um clima de exagerada expectativa nos fanáticos torcedores de Rosário.
Resta saber como será o comportamento do Brasil que, no momento, está mais entrosado e mais bem distribuído em campo do que a Argentina. Se resolver jogar para ganhar, pode arrebentar los hermanos, mas se ficar esperando corre o risco de entregar o ouro e reabilitar a equipe de Maradona.
Rodada
A dupla Atletiba volta a campo na esperança de quebrar a rotina. Ou seja, enquanto o Coritiba tentará ganhar fora de casa; o Atlético precisa da reabilitação na Arena da Baixada.
O Furacão receberá o Flamengo, que ao contrário do Botafogo, que veio com o time reserva e armou tremenda retranca no meio da semana deverá procurar o gol abrindo o jogo.
No sistema de jogo de Antônio Lopes, quando os alas são marcados e Paulo Baier fica sem espaço para manobrar, as coisas não funcionam, pois Marcinho raramente joga bem e os volantes Valencia e Chico são extremamente limitados quando procuram sair para o ataque.
Com isso, o time resume-se a correria de Wesley e as tentativas de Alex Mineiro, inibindo a capacidade ofensiva que também se ressente de melhor futebol do jovem Wallyson. Onde anda o futebol de Wallyson? Faz tempo que ele vem se apresentando abaixo das possibilidades.
O Coxa enfrentará parada indigesta no Serra Dourada, local em que o Goiás tem reinado absoluto. Colocado entre os principais times da temporada, o Goiás é a resposta que o futebol paranaense procura há algum tempo: como uma equipe intermediária consegue se impor aos bichos-papões dos grandes centros. A resposta, como se sabe, é bastante simples: capacidade, organização e trabalho planejado com racionalidade.
Mas o futebol goiano não se resume ao Goiás, tendo em vista a boa campanha do Atlético Goianiense e o esforço do Vila Nova, que patina no campeonato da Segunda Divisão. Seria aconselhável que os cartolas dos times paranaenses dessem uma olhadinha no trabalho que se desenvolve por lá.
Jogando sem Marcelinho Paraíba o Coritiba terá de encontrar caminhos que possam conduzi-lo a um resultado satisfatório.



