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Carneiro Neto

Provação verde

A torcida coxa-branca não merecia tanto sofrimento.

Ela foi parceira do time o campeonato inteiro, apoiando, ajudando, vibrando, sofrendo, viajando e sentindo a pulsação dos jogadores jogo a jogo.

O Coritiba subiu a Primeira Divisão e a torcida eufórica comemorou o feito, mas contava com a conquista do título. Não só pelo fato de o time reunir condições matemáticas de conquistá-lo, mas pela diferença de pontos alcançada. Ontem estava tudo pronto para a grande festa, com o Alto da Glória recebendo quase 45 mil espectadores, mas os profissionais falharam.

Desde o início percebeu-se que o time não estava bem condicionado para o momento e sofreu o gol logo de saída. Surpresa geral, afinal o técnico René Simões e os jogadores trabalharam todo o tempo para chegar com a folga de conquistar o título antes da última rodada. Empatou e cedeu novamente ao adversário que jogava com um homem a menos. Empatou de novo, mas o pior ainda estava para acontecer com a marcação do terceiro gol que deu a vitória ao Marília.

Para agravar a situação, o Coxa ficou sem o seu principal jogador e artilheiro Keirrison, lesionado. A provação verde continua mais uma semana.

O melhor do mundo

Vira e mexe e surge nova polêmica no horizonte do futebol. Desta vez ficou por conta da Associação de Estatísticos do Futebol, com sede na Inglaterra.

Se tem alguma coisa que não funciona em futebol é a tal estatística. Aliás, por falta de conhecimento ou pela ausência de melhores argumentos, quase todos os atuais narradores de jogos pela televisão ficam enchendo as medidas dos telespectadores com dados estatísticos que não contribuem, não acrescentam e não influem em nada no resultado da partida em andamento.

É uma tolice ficar empanturrando o torcedor com informações que só servem para encher lingüiça enquanto o jogo corre solto no gramado. Raros comentaristas conseguem destacar as qualidades dos jogadores, o trabalho dos treinadores ou simplesmente as estratégias colocadas em prática.

Mas como existe, a Associação de Estatísticos do Futebol não se fez de rogada e lançou uma relação dos cem melhores jogadores em todos os tempos. O ranking foi baseado num sistema em que os atacantes ganham pontos por gols marcados e os defensores por jogos sem sofrer gols. Os atletas também são premiados com títulos conquistados e por partidas em que atuaram com a faixa de capitão.

E por essa os argentinos não esperavam: deu de novo Pelé na cabeça, com Maradona aparecendo apenas em sexto lugar. Entre o Rei e o craque argentino ficaram Ronaldo, Romário, Figo e Zidane.

O sistema é discutível, já que os franceses ganharam dos brasileiros com 16 jogadores contra 11 nossos: Cafu, Roberto Carlos, Rivaldo, Zico, Ronaldinho, Bebeto, Djalma Santos e Taffarel.

carneironeto@gazetadopovo.com.br

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