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O Pan-Americano de Toronto, que termina amanhã, tem sido um bálsamo dentro do quadro atual do telejornalismo esportivo e político do país. Essas duas semanas abriram um parênteses, pelo menos para mim, no calendário de um futebol que caminha abaixo da linha da pobreza. Foram competições intensas, da ginástica à natação, das lutas ao atletismo, até a fase atual dos esportes coletivos.

Dentro das competições chamadas “esportes amadores”, não há humilhação nem rancor da parte de quem perde ou vence. O que existe é orgulho dos atletas que conquistam medalhas, sem que isso traga ressentimento àqueles que não sobem ao pódio.

Na quinta-feira presenciei uma cena belíssima. Na final do caratê, a brasileira Valéria Kumizaki disputou a medalha de ouro contra a canadense Kate Campbell. Deu empate por 1 a 1 no tatame. Neste caso, os juízes decidem a favor de quem foi mais ousado na luta. A vitória foi dada à brasileira. O critério é subjetivo. A disputa foi equilibrada. A atleta da casa, porém, abriu um sorriso e tomou a iniciativa de abraçar a vencedora. A nossa representante chorou ao receber a medalha de ouro e ouvir o Hino Nacional. Diferente das lágrimas de Thiago Silva na “Copa do Mundo” do ano passado.

Por falar em Copa, José Maria Marín recebeu uma boa notícia desde o cárcere alpino. A direção do presídio abriu para o ex-presidente da CBF duas opções de trabalho: atuar em um setor de etiquetagem, preenchendo endereços em pacotes para os serviços de correio, ou, se preferir, como ajudante de cozinheiro. Caso aceite um dos trabalhos, Marín terá direito a um soldo não estabelecido. Inferior, acredito, aos U$ 3 milhões que recebia por edição da Copa América, até 2019.

Acho que vivemos um bom momento da história, se levarmos em conta que as comportas se abrem para todas as coisas, sejam elas do bem ou do mal; no esporte, na política ou em qualquer área. A corrupção que transitava sem barreiras pelas autoestradas da vida manobra agora por uma rua estreita, com câmeras por todos os lados; um beco sem saída. Melhor assim. Tudo o que hoje se vê escancarado, sempre existiu de uma forma, digamos, “legal”. E sem câmeras para denunciar.

Por outro lado, as câmeras nos brindam, além do futebol, com outros esportes. Esportes com o gosto suave de um chá de camomila. Sem nenhuma contraindicação. Que relaxa. Que acalma. E que fortalece o sistema imunológico.

30 anos. 30 histórias

Na semana que vem, o Coritiba comemora o maior título de sua história, conquistado em 1985, no Maracanã.

Sobre os bastidores vivenciados na memorável campanha, o jornalista Paulo Mosimann lança na próxima terça-feira, dia 30 (a partir das 18 horas), no Memorial da Cidade, o livro 30 anos. 30 histórias. São fatos marcantes de uma jornada épica.

Parabéns à imensa família coxa-branca!

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