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 | Marcelo Andrade / Gazeta do Povo
| Foto: Marcelo Andrade / Gazeta do Povo

Quando saiu aquele gol do Willian Arão, nos instantes finais da partida, passou um profundo arrepio na espinha do torcedor atleticano. Será de novo? Já havia sofrido em dois momentos anteriores, da própria Libertadores da América, quando o resultado parecia garantido e escoou assim do nada, como por enquanto.

Mas ontem, não. Não pelo retrospecto, inteiramente favorável ao Atlético nesses anos todos de confronto em Curitiba e mais ainda com a inauguração da nova Arena. Mas pela maneira como a equipe se comportava em campo, mais segura atrás, defesa sólida, pecando apenas – e sempre nisso – na saída de bola e tentativa de construção de novas jogadas.

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A vitória de ontem foi importantíssima, garantindo a liderança do grupo e encaminhando a classificação à próxima fase do torneio. Uma vitória em casa contra o San Lorenzo – a quem já derrotou na Argentina – e a passagem estará garantida.

Foi uma boa exibição atleticana. Com Thiago Heleno firme atrás e garantindo na frente com um gol. Mas principalmente com Nikão e Matheus Rossetto durante o tempo todo. Felipe Gedoz entrou bem e ainda garantiu a vitória com o gol que marcou. E até Douglas Coutinho, tão criticado e perseguido pela torcida, fez a parte que lhe cabia.

Uma exibição convincente, de quem sabia o que estava fazendo: encaminhando a classificação.

A nova estratégia

A contratação do atacante Guilherme serve para comprovar a linha de ação adotada pelo Atlético para esta temporada. Foi-se, definitivamente (ou até enquanto dure), a política de apostar em jogadores desconhecidos para lapidá-los em casa a ofertá-los ao mercado externo.

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É importante reconhecer o sucesso do clube como mercador internacional, mas, em campo, que é o pesa no conceito do torcedor, os resultados técnicos não passaram do satisfatório.

Quando contratou Grafite, no início da temporada, o Atlético ratificou a linha de ação iniciada com a vinda do – tão experiente e rodado quanto – argentino Lucho González, em meados do ano passado. As vindas posteriores de Felipe Gedoz e Eduardo da Silva chancelaram a nova postura da diretoria, desta vez voltada para a conquista de resultados a curto prazo e não mais naquele discurso de disputar o título mundial em dez anos – mesmo porque dez anos já se passaram da primeira declaração neste sentido.

Como qualquer outro clube com sonhos e projetos, o Atlético necessita, sim, de jogadores experientes e rodados em seu grupo. Tanto que, em anos recentes, a maior referência do time era um jogador dos mais veteranos, o quase quarentão Paulo Baier, que foi o condutor de importantes jornadas dos rubro-negros.

Guilherme é bom jogador. Um tanto instável na carreira, mas que pode reeditar aqui alguns de seus bons momentos recentes.

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