Foi um dos melhores Atletibas dos últimos tempos esse de sábado. Pena os clubes estarem tão mal colocados na classificação, pagando por erros que seus diretores cometeram na má administração de seus clubes – seja na insuficiência de fundos para saldar compromissos com os jogadores, seja na falta de visão (ou de vontade) para montar um time competitivo.

Agruras à parte, o clássico foi tenso, jogado e disputado do primeiro ao último minuto. E muito equilibrado, por conta dos esquemas táticos armados pelos dois jovens treinadores. Tanto que foi decidido por um chute incrível do volante Elder lá de longe da área. Daqueles que ocorrem em uma entre dez tentativas semelhantes. Bola no ângulo, indefensável.

E como o que decide um clássico é justamente o imponderável (Atletiba ainda muito mais), o Coritiba chegou à vitória, ao prazer de derrotar o maior rival, embora os resultados dos concorrentes diretos tenham sido todos desfavoráveis, a ponto de impedirem aos alviverdes saírem da última colocação.

Quando houve necessidade da intervenção dos treinadores, Marquinhos Santos foi mais eficaz que Claudinei Oliveira. Pôs Robinho no intervalo e logo na primeira jogada que participou saiu o gol. E a partir dali ficou mais fácil trabalhar a bola no meio de campo, pois o Atlético foi forçado a mudar sua característica, abandonando o bom contra-ataque que possui pela busca mais intensa das jogadas ofensivas.

Oliveira, de seu lado, fez uma alteração que deixou o time torto, com a entrada de Sidcley no lugar de Marcelo. Canhoto, lateral-esquerdo de origem, foi parar na ponta-direita e forçado a puxar todas as jogadas para dentro, a fim de usar o pé esquerdo. Facilitou a marcação e o espaço, que vinha sendo bem explorado, deixou de existir. Mosquito estava no banco, talvez tivesse sido melhor opção.

Placar justo? Claro que sim. Todo marcador construído sem interferência de terceiros (e a arbitragem foi muito bem) é justo, pois é consequência dos que os jogadores constroem em campo. Além do gol, houve oportunidades dos dois lados, duas pelo menos bem agudas, que não foram concretizadas.

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