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fase final

Alemanha prepara nova lista de pênaltis para bater rivais

Maradona com seu charuto cubano: nos pênaltis, alemães nunca foram batidos | Daniel Garcia/ AFP
Maradona com seu charuto cubano: nos pênaltis, alemães nunca foram batidos (Foto: Daniel Garcia/ AFP)

A seleção da Alemanha se apega a uma superstição e a um amuleto para a partida contra a equipe da Ar­­gentina. Caso a partida vá para os pênaltis, como na decisão de quatro anos atrás, o técnico Joa­­chim Löw já terá preparada uma arma eficiente para evitar a eliminação: uma lista.

Em 2006, o atual treinador, que era auxiliar de Jürgen Klinsmann, analisou todos os jogadores argentinos e de acordo com suas observa­­ções elaborou uma lista para ajudar o goleiro Jens Lehmann a ir pa­­ra as cobranças já sabendo onde cada batedor chutaria o pênalti. O resultado foi o esperado: Lehmann defendeu os chutes de Cambiasso e Ayala, a Alemanha venceu por 4 a 2, e graças a isso foi às semifinais. Entre uma cobrança e outra, Leh­­mann tirava a lista do seu calção para consultar as anotações de Löw.

Andreas Köpke, ex-goleiro da seleção, e atual membro da comissão técnica de Löw, disse que prepara uma lista parecida para o duelo deste sábado, caso a partida exija. "Esperamos não precisar dos pênaltis para conseguir a classificação, mas se eles forem necessários, já temos tudo preparado e ana­­lisado", disse.

A "Lista de Lehmann", como ficou conhecida em 2006, foi escrita em um bloco de notas de um ho­­tel de Berlim e está conservada em uma vitrine da Federação Ale­­mã junto a outros objetos míticos da história da seleção, como as chuteiras que o atacante Gerd Müller usou na Copa de 1970 e a camisa que Uwe Seeler usou na final do Mundial de 1966. Toda amassada – e ilegível, diga-se – a lista será uma das peças que estará no Mu­­seu Nacional de Futebol, em Dort­­mund, previsto para ser inaugurado em 2012.

"Lehmann já sabia quem chutaria alto, para a esquerda, para a direita, rasteiro. Sabia tudo. Só faltava saber quais seriam os cinco es­­colhidos do (José) Pekerman (técnico argentino)", disse o diretor-geral da seleção alemã, Oliver Bier­­hoff.

Se forem se apegar à história, os alemães não têm muito com o que se preocupar caso a partida vá para os pênaltis. Eles passaram de fase nas quatro Copas em que decidiram uma vaga desta forma.

Em 1982, nas semifinais da Co­­pa do Mundo da Espanha, derrotaram a França por 5 a 4 depois do empate por 3 a 3 após a prorrogação. Em 1986, venceram o Méxi­­co por 4 a 1 depois de empatarem por 0 a 0. Quatro anos mais tarde, nas semifinais do Mundial da Itália, a Inglaterra foi quem sofreu: 4 a 3. A última vítima alemã foi a Argen­­tina, em 2006. Das 18 co­­branças alemãs, apenas uma não entrou. Uli Stie­­like errou o chute dele em 1982.

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