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fase final

Celeste se apoia em maior cultura futebolística

Uruguai enfrenta Gana apoiado na tradição do esporte no país, enquanto os africanos tentam levar o continente à semifinal pela primeira vez

O atacante Diego Forlán é  o principal nome do time uruguaio, que espera voltar a chegar a uma semifinal após 40 anos | Rodrigo Arangua/AFP
O atacante Diego Forlán é o principal nome do time uruguaio, que espera voltar a chegar a uma semifinal após 40 anos (Foto: Rodrigo Arangua/AFP)
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De um lado, um time que quer reviver seus grandes momentos no futebol e quebrar o tabu de 40 anos sem chegar às semifinais de um Mundial. De outro, uma equipe que igualou a melhor campanha de um país africano no torneio e que representará todo o continente. Uruguai e Gana decidem qual dos dois chegará à semifinal da Copa do Mundo da África do Sul hoje, às 15h30 (de Brasília), no Soccer City, em Johannesburgo. O vencedor será o adversário de Brasil ou Holanda, que vão se en­­frentar horas antes.

Bicampeão em 1930 e 1950, o fu­­tebol uruguaio caiu no ostracismo desde que chegou à semifinal da Copa de 1970, no Mé­­xico. Hoje tem a chance de reverter esse processo de decadência. "Sobram de­­dos da mão para contar os países com uma cultura futebolística co­­­mo a nossa", falou o técnico Oscar Tabárez. Gana ainda não tem a mesma tradição, mas chegou tão longe no Mundial quanto Ca­­ma­­­rões e Sene­­gal haviam conseguido em 1990 e 2002, respectivamente. Recorde que pode quebrar hoje.

Uruguai que chega ao confronto embalado, mas com o desfalque do zagueiro Godín, que sofreu uma lesão muscular durante a vitória sobre a Coreia do Sul e será substituído por Victorino. O treinador fará outra alteração, esta por decisão técnica: Álvaro Fer­­nández entra no lugar de Álvaro Pereira na ala esquerda.

Tabárez optou ainda por outra mudança, de posicionamento. O atacante Forlán, que vinha jogando no meio de campo desde a segunda rodada do Mundial, contra a África do Sul, voltará a fazer dupla de frente com Suárez. Desta forma, Cavani será recuado. "O grupo está consciente do que significa o futebol no nosso país. Uma das poucas coisas que une os uruguaios é o futebol", disse o capitão Lugano.

"Estamos tranquilos, cuidando para não dar um passo maior do que a perna", confirmou Forlán. Principal centro de criatividade do time, ele cobra pelo menos dedicação total dentro de campo. O cansaço pela temporada desgastante, ele pede para os companheiros deixarem para mais tarde. "Não interessa se estamos bem ou mal, porque nessa hora o fator psicológico influencia muito. Você acaba dando tudo para ir até o fim, sabendo que depois terá férias para descansar. Se estiver bem, ótimo. Se não estiver, deixe tudo no gramado, e pronto."

Os uruguaios sabem que atuarão com ampla maioria da torcida contra si, mas se dizem preparados. "Vamos ser mais visitantes do que nunca. Mas ao mesmo tempo podemos demonstrar quem so­­­mos e do que somos capazes", disse Fucile, lembrando que já enfrentaram essa adversidade nos jogos contra África do Sul e México na primeira fase.

Os ganeses admitem que em­­punharão a bandeira do continente. "É muito importante ganhar porque sabemos que os africanos estão orgulhosos de nós e estamos jogando por este solo", disse o capitão Mensah, que será desfalque por suspensão ao lado de Ayew. O técnico Milovan Raje­­vac tentou ti­­­rar a pressão do grupo. "Não te­­­mos obrigação, mas nos esforçaremos ao máximo para fazer história".

Ao vivo

Uruguai x Gana, às 15h30, na RPC TV, Band, BandSports, ESPN Brasil e SporTV.

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