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Grupo H

Era jogo para golear

Espanha supera a má estreia, vence Honduras com facilidade, mas joga fora a chance de sair de campo com placar mais dilatado

O atacante David Villa, autor dos dois gols da Espanha, lamenta o pênalti perdido. Ao fundo, o goleiro hondurenho Valladares ajeita a meia | Kai Pfaffenbach/ Reuters
O atacante David Villa, autor dos dois gols da Espanha, lamenta o pênalti perdido. Ao fundo, o goleiro hondurenho Valladares ajeita a meia (Foto: Kai Pfaffenbach/ Reuters)

A Espanha desperdiçou a chance de aplicar uma grande goleada sobre a limitada equipe de Hon­­duras. Venceu por 2 a 0, mas criou oportunidades suficientes para repetir o feito de Portugal, que ho­­ras antes havia massacrado a Co­­reia do Norte por 7 a 0. Depois da inimaginável derrota na estreia, para a retrancada Suíça, os espanhóis dominaram o jogo desta segunda, no Ellis Part. Foram 22 finalizações da Fúria em toda a partida, mas apenas 7 chutes acertaram o gol de Val­­ladares. Melhor do que os rivais, que finalizaram 9 vezes, todas sem a direção da meta de Casillas.

A maior presença ofensiva da Espanha, principalmente com David Villa, autor dos dois gols, se comprova também pelos 12 es­­canteios a seu favor, contra so­­mente 2 de Honduras, e pela maior posse de bola: 57%.Os espanhóis cercaram a defesa rival e praticamente não correram riscos. No entanto, a bola pouco balançou as redes hondurenhas graças ao preciosismo do ataque espanhol, que abusou dos dribles. O artilheiro da noite ainda perdeu um pênalti.

A Espanha recuperou a tranqui­­lidade, pois depende apenas de seus esforços para chegar às oitavas de final. O jornal espanhol Marca chegou a estampar em sua primeira página na internet a manchete: "A Vermelha voltou a apaixonar". É a segunda colocada da chave, com três pontos. Os suíços têm o mesmo número de pontos, mas os espanhóis levam vantagem no saldo de gols. O líder é o Chile, com seis pontos, e Honduras ainda não pontuou. Vencendo, a Fúria avança para o mata-mata; se empatar, porém, corre o risco de ser ultrapassada pela rival de ontem na classificação.

Quem não ficou tão satisfeito foram os jogadores e o técnico Vicente del Bosque. "Fomos um time mais vulnerável hoje [on­­tem]. Contra a Suíça, fomos mais harmônicos. Temos de melhorar. Sofreremos contra o Chile se jogarmos assim. Fomos bem contra a Suíça, só faltou finalizar co­­mo hoje [ontem]", falou o treinador, insatisfeito com os espaços dados aos atletas de Honduras – fruto também da facilidade da partida.David Villa adotou um discurso tão humilde quanto o do chefe. "Ainda pensamos que será difícil a primeira fase; temos de jogar com Chile. Ser campeão do mundo está muito longe. Longe porque falta muito tempo, há muitos jogos. Só queremos vencer o Chile e passar de fase", opinou, negando que te­­nha perdido o pênalti por culpa das cobranças após o tropeço na es­­treia. "Sempre jogamos pressionados. Jogar relaxado na Copa é impossível. Perdi o pênalti porque chutei para fora, não por pressão", resumiu.

Já o colombiano Reinaldo Rue­­da, treinador de Honduras, precisou de poucas palavras para falar sobre sua seleção. "Ficou barato. Jogamos contra um time muito superior, mas conseguimos nos defender."

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