A 16 dias da abertura da Copa do Mundo, 16 mil funcionários da Eskom, a companhia de energia elétrica da África do Sul, entraram em greve nesta quarta-feira. Reivindicando um aumento salarial de 18%, os empregados cruzaram os braços e ameaçam continuar assim até o início do Mundial.
Diversas pessoas se reuniram na manhã desta quarta na porta da empresa, na cidade de Joanesburgo. Com cartazes, danças e até vuvuzelas, eles fizeram o seu protesto. Inicialmente, a paralisação é de apenas um dia. Em menos de um mês, essa é a terceira greve de setores importantes - antes foram funcionários públicos e do sistema de transporte ferroviário. Os grevistas da Eskom pedem um salário equivalente a R$ 1250.
"Nós apoiamos a Copa, mas será que a Eskom está apoiando também? Uma demonstração de apoio seria nos dar aumento", disse um dos líderes da greve que carregava um cartaz "Sem o dinheiro não há Copa".
A África do Sul sofre com problemas de abastecimento de energia e esta é uma das grandes preocupações para a Copa. Por precaução, o comitê organizador do Mundial comprou 42 geradores para garantir a energia nos estádios.



