
Se o bandeira número 2, o italiano Stefano Ayroldi, tinha alguma dúvida sobre o lance no qual validou o gol de Tevez, aos 26 minutos de jogo, ela se foi segundos depois de a bola tocar a rede. No telão do Soccer City por descuido , o toque de Messi após bola rebatida do goleiro Pérez foi congelado no exato momento em que o camisa 10 da Argentina batia na bola. E o estádio todo pode ver que Carlitos estava não apenas à frente do último jogador, mas muito à frente de todos, inclusive do arqueiro mexicano.
Ayroldi viu o telão e, pressionado pelos mexicanos, ainda parece ter argumentado algo para o árbitro Roberto Rosseti. Mas já era tarde. Mesmo já sabendo do erro, eles não voltaram atrás. "Nós achamos que o juiz daria impedimento", admitiu o autor do gol.
A classificação da Argentina para as quartas de final pode não ter dependido exclusivamente da falha da arbitragem. Mas, na opinião dos mexicanos, foi acelerada pelo erro. "Existe um jogo antes e um depois. São erros que mudam o curso da partida. Nos desconcentramos. E com 2 a 0 contra a Argentina, nesta fase, fica muito difícil", afirmou o treinador Javier Aguirre, sem querer entrar em nenhuma polêmica. "Não quero falar de árbitro, sinto também que me faltou algo, pois não consegui mudar o rumo da história."
Situação completamente oposta viveu Diego Maradona. Após 20 anos, o técnico levou a Argentina a vencer uma partida depois da primeira fase de um Mundial. O último triunfo nos 90 minutos em mata-mata de Copas havia sido contra o Brasil, em 1990, naquele 1 a 0 com gol de Caniggia e passe do próprio Dieguito.
Ontem, Maradona também comemorou o acerto de um palpite feito em março. Quando sua seleção venceu a Alemanha por 1 a 0 em um amistoso, o técnico falou que aquele jogo tinha cara de quartas de final. Ontem, até evitou falar sobre o próximo adversário, mas não conseguiu.
"Alemanha? Me deixa desfrutar um pouco a vitória contra o México. Na Alemanha, penso amanhã. O importante é que hoje fomos superiores os 90 minutos", afirmou. Na insistência de um repórter alemão, porém, cedeu. "Eu gostaria mesmo era de colocar a camiseta e jogar. Mas isso não é como a final de 86", lembrou. Na época, com El Diez em campo, a Argentina ganhou seu segundo título mundial.





