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Infraestrutura

Organização corre para ajustar o principal estádio

O monumental Soccer City é a prova concreta de que a África do Sul soube organizar uma Copa. | Foto: Albari Rosa/ Gazeta do Povo – enviado especial
O monumental Soccer City é a prova concreta de que a África do Sul soube organizar uma Copa. (Foto: Foto: Albari Rosa/ Gazeta do Povo – enviado especial)

O jogo da abertura da Copa do Mundo será entre África do Sul e México, mas é a bandeira da Colômbia que ainda segue hasteada no Soccer City. O amistoso vencido pelos anfitriões foi realizado no principal palco do Mundial há pouco mais de uma semana, mas a correria é tanta que o detalhe ficou esquecido mesmo na hora da inauguração da praça esportiva, há dois dias – hoje, a bandeira sul-americana deve dar lugar a da Dinamarca, em outro confronto do time de Parreira.Quando Joseph Blatter, presidente da Fifa, esteve lá, a preocupação maior da organização foi mascarar qualquer foco de imperfeição. Tudo parecia perfeito, com exceção da falta de traves – o mesmo que ocorre com o Ellis Park, o segundo estádio que sediará jogos da Copa do Mundo em Johannesburgo.

"Eu não posso ver como comparação nenhum outro estádio que foi construído em 2010 melhor que esse. É um estádio cinco estrelas, e pode ser comparado, talvez, com Wembley, em Lon­­dres. Nós estamos muito orgulhosos disso", disse o dirigente.

E realmente, o Soccer City será o cartão-postal na África do Sul. Contudo, ontem, quem estava lá viu um pouco mais de movimentação e problemas. Nada que atrapalhe a foto. Afinal, o que faltava era um pouco mais difícil de captar: boa parte da questão operacional e técnica do estádio.

Para que a festa seja transmitida e mostrada ao mundo todo – seja por tevê, rádio, jornal ou internet – resta bastante coisa a se fazer. No quarto piso do estádio, por exemplo, onde deverá se concentrar a imprensa, só as cadeiras nas arquibancadas estão realmente acabadas. Cabeamento para internet, televisões, e até as cadeiras para a tribuna de imprensa faltavam.

"Estou trabalhando aqui desde janeiro. Mas tenho certeza de que tudo estará pronto a tempo. Falta pouco", Josh Tuwence, que lidava com vários pares de cabos, de vários metros, estirados no chão.Há também as lâmpadas dos postes externos. Algumas lajotas das calçadas. Mas é mesmo muito pouco para uma obra na qual foram gastos R$ 630 milhões e que necessitou de 65 mil metros quadrados de concreto – o que resultou em uma capacidade de 88.500 pessoas.

Um valor ao menos compatível com as partidas que o Soccer City irá receber. Ao todo, serão oito partidas, entre elas Brasil e Costa do Marfim, 20 de junho, a abertura e final da Copa. O suficiente para todos ficarem sabendo que a bela estética do estádio, parecida com cerâmica, foi inspirada no calabash, o tradicional vaso artesanal africano. Dizem que fica ainda mais bonito à noite.

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