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Grupo G

A lacuna da seleção brasileira

Sem Kaká (suspenso), Dunga tem opções questionáveis. Júlio Baptista surge como a saída óbvia. Mas técnico pode surpreender com Nilmar, Daniel Alves e até Ramires

Júlio Baptista, reserva da Roma e ainda não testado por Dunga no Mundial, chega para o treino dos suplentes. Meia surge como opção imediata na ausência de Kaká. Concorrência tem ainda Nilmar, Daniel Alves e Ramires | Albari Rosa/Gazeta do Povo – enviado especial
Júlio Baptista, reserva da Roma e ainda não testado por Dunga no Mundial, chega para o treino dos suplentes. Meia surge como opção imediata na ausência de Kaká. Concorrência tem ainda Nilmar, Daniel Alves e Ramires (Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo – enviado especial)

A principal crítica à convocação do técnico Dunga para a Copa do Mundo estará à prova no jogo de sexta-feira, contra Portugal. Sem Kaká, expulso diante da Costa do Marfim, o treinador terá de escolher um substituto entre as discutíveis opções que possui na reserva.

Naturalmente, a preferência deveria ser do suplente imediato Júlio Baptista. Porém, na estreia brasileira no Mundial a aposta foi no recuo de Robinho para o meio com Nilmar entrando no ataque durante os 14 minutos finais do triunfo sobre a Coreia do Norte – Daniel Alves e Ramires também estão na briga.

Antes do anúncio da lista para o torneio na África do Sul, a expectativa era de que Ronaldinho Gaúcho ou Paulo Henrique Ganso ganhasse uma vaga exatamente para servir de sombra ao camisa 10.

No entanto, o comandante sem­­­­­­­pre rebateu as opiniões contrárias. Para ele, Ronaldinho disputava uma posição de ataque e a revelação santista não teria experiência para assumir um posto entre os 23 da relação.

Agora, com seu principal astro suspenso bem na hora em que de­­monstrava um avanço significativo na forma física e técnica (Kaká vinha de lesão), o Brasil vai testar a força de seu plantel. E frente ao ad­­versário mais forte da primeira fase.

"Eu me sinto preparado. Você tem de se colocar à disposição. Sinto que logo o professor me dará uma oportunidade", comentou Júlio Baptista, que ainda não participou de nem um minuto sequer das partidas brasileiras na Copa.

O meia, reserva da Roma, é se­­­­guidamente questionado, quando comparece às entrevistas coletivas, sobre sua presença no elenco brasileiro. A dúvida principal é sobre a capacidade para substituir Kaká.

No entanto, a confiança da co­­missão técnica em cima de Bap­­tista vem desde 2007. Na Copa América daquele ano, ele, que é um dos pu­­pilos prediletos de Dun­­ga, brilhou na final – fez um golaço no 3 a 0 sobre a Argentina. Na época, o craque do Real Madrid es­­tava fora de ação.

Diante dos lusos, na litorânea cidade de Durban, a dúvida sobre o comportamento do time canarinho terá de ser tirada valendo o pri­­meiro lugar do grupo G. Um empate já garante a liderança aos sul-americanos.

Só que Cristiano Ronaldo e companhia estão embalados após aplicarem a maior goleada dessa Copa. Ontem, a seleção de Cris­­­tiano Ronaldo fez 7 a 0 na Coreia do Norte (leia na página 7) e precisa bater o Brasil para pular à frente na classificação.

"Ficar em primeiro é muito im­­portante. Além de dar um moral muito bom para a sequência, teoricamente pegamos um rival mais fraco", afirmou o zagueiro Juan.

Nas oitavas de final, os comandados de Dunga dependem da po­­­­sição final da primeira fase para sa­­­ber qual logística adotar. Se confirmarem a liderança, pegam o segundo do grupo H no dia 28, em Johannesburgo – sede da delegação da CBF na África. Entretanto, ficando na segunda colocação, a primeira partida da etapa eliminatória ocor­­­­re no dia 29, na Cidade do Cabo.

Desde a Copa de 1978, na Ar­­­gentina, o Brasil não termina a fa­­se inicial como segundo colocado do grupo.

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