Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
fase final

Agora, os laranjas

Holanda, próxima adversária do Brasil, não perde há 23 jogos. Última derrota foi em setembro de 2008

Luís Fabiano dribla o goleiro, após receber bela assistência de Kaká, para marcar o segundo gol da seleção brasileira contra os chilenos. Lance confirma o estilo letal da linha de frente do time de Dunga | Valterci Santos/ Gazeta do Povo – enviado especial
Luís Fabiano dribla o goleiro, após receber bela assistência de Kaká, para marcar o segundo gol da seleção brasileira contra os chilenos. Lance confirma o estilo letal da linha de frente do time de Dunga (Foto: Valterci Santos/ Gazeta do Povo – enviado especial)

"Vai ser uma final antecipada. Eles têm um poder defensivo muito grande, jogadores que chegam duro. Por isso, vamos estudá-los para não sermos surpreendidos", disse o lateral Maicon sobre a Holanda, adversário da seleção brasileira, sexta-feira, às 11 horas, em Port Eliza­­beth. Ele tem razão.

Ao todo, a Laranja não perde há 23 jogos – desde 6 de setembro de 2008, quando foi derrotada pela Austrália, em amistoso (2 a 1). In­­cluindo as Eliminatórias Europeias, fase que a Fifa já considera parte integrante da Copa do Mundo, segue 100% no torneio. O Brasil de 1970 foi o último escrete campeão dessa ma­­neira, sem percalço algum, in­­clusive na fase continental.

"Eles estão fazendo um grande Mundial, assim como o Brasil. É uma equipe muito compacta e organizada. A escola holandesa é de jogadores ofensivos e com muito talento do meio para frente. Isso vai favorecer o espetáculo", opinou o zagueiro Juan, en­­dossando o discurso de respeito ao rival no próximo jogo mata-mata.

"Teremos de estudar muito bem o jeito de jogar deles. Estão fazendo uma grande Copa", reforçou Kaká. "Espero que eles joguem no ataque como fizeram até aqui. Jogando de igual para igual com o Brasil, somos muito perigosos", cutucou Luís Fabiano

Mas o time do técnico Bert van Marwijk, na prática, ainda não encantou completamente na África do Sul. Bateu a Di­­na­­marca (2 a 0), Japão (1 a 0), Ca­­marões (2 a 1) e Eslováquia (2 a 1). A marca do time, ao contrário de outras gerações, é um futebol menos solto –similar ao do Brasil.

Contra o time de Dunga, a Ho­­landa poderá ter integralmente o toque de classe que falta: o meia-atacante Robben, deve estar pronto para jogar a primeira partida completa nesta Co­­pa.

Porém, no retrospecto, os brasileiros levam vantagem. As duas seleções já se enfrentaram três vezes na competição na Copa. Os europeus desclassificaram o time verde e amarelo em 1974, ao vencerem por 2 a 0 e irem à final. O Brasil levou a melhor em 1994 (um 3 a 2 nas quartas de fi­­nal) e 98 (1 a 1 e triunfo nos pênaltis). Dunga estava em campo nos dois últimos confrontos. Mas o treinador não imagina que isso possa ser motivo para imaginar facilidades nesta reedição.

"A Holanda atua de forma muito parecida à dos sul-ame­­ricanos. Precisamos de cuidado redobrado", avalia o comandante, sem nostalgia. "To­­das as partidas de Copa trazem al­­guma experiência, mas essa é uma situação totalmente diferente. Eles mantêm a tradição de fazer boas seleções e de jogar bem", analisou. "Não é apenas um time de marcação que explora as bolas longas. Tem qualidade técnica, e temos de tomar um cuidado redobrado com isso."

Quem passar, pega Uruguai ou Gana na semifinal.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.